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Economia

Escutar e cuidar para fidelizar o talento

ECO ·
Escutar e cuidar para fidelizar o talento

O setor do retalho sempre foi reconhecido pelo seu dinamismo, velocidade e exigência operacional.

Hoje, porém, esse ritmo é ainda mais intenso, num mercado de trabalho em transformação constante, fortemente influenciado pelos avanços tecnológicos, onde o equilíbrio entre vida pessoal e profissional deixou de ser um benefício secundário para passar a ser um requisito inegociável.

No retalho, esta realidade é particularmente evidente.

Falamos de equipas que trabalham em horários rotativos, que conciliam fins de semana, noites e uma exigência operacional elevada.

Falamos de pessoas que estão diariamente na linha da frente, a gerir a operação e a cuidar dos nossos clientes.

E acredito, cada vez mais, que a forma como tratamos essas equipas determina diretamente a forma como elas cuidam do negócio.

A retenção constrói-se todos os dias.

Não depende de uma única iniciativa, mas da consistência com que cada colaborador é recebido, desenvolvido, reconhecido e liderado.

As pessoas permanecem onde sentem que pertencem, onde crescem e onde o seu contributo faz a diferença — onde sentem que são vistas, ouvidas e genuinamente cuidadas.

Por isso, preferimos falar de fidelização e não de retenção.

Afinal, se dedicamos tantos recursos a compreender a experiência dos nossos clientes, porque não aplicar a mesma lógica à experiência dos nossos colaboradores? Um dos maiores erros das organizações é assumir que sabe o que as pessoas precisam sem lhes perguntar.

Muitas vezes desenhamos programas, benefícios ou iniciativas com as melhores intenções, mas baseados em pressupostos — e, quando isso acontece, corremos o risco de investir energia nas soluções erradas.

A escuta tem de ser o ponto de partida: escutar sem ideias pré-concebidas, para compreender e para agir.

Escutar e cuidar deixou de ser uma opção de gestão para se tornar uma responsabilidade estratégica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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