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Economia

Concorrência pressiona contas da Meo, mas reestruturação vai produzir efeitos “nos próximos trimestres”

ECO ·
Concorrência pressiona contas da Meo, mas reestruturação vai produzir efeitos “nos próximos trimestres”

O “enquadramento concorrencial cada vez mais exigente” continuou a pressionar o negócio de consumo da Meo no segundo trimestre, conduzindo a uma estagnação das receitas totais e à perda de rentabilidade operacional da operadora.

No conjunto do semestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) da Meo caiu 7,5%, em termos homólogos, para 443 milhões de euros , enquanto as receitas cresceram 0,2%, para 1.297 milhões de euros.

Estes indicadores, divulgados esta quinta-feira pela empresa, excluem o efeito da venda da Intelcia, concluída em abril .

Especificamente no segundo trimestre — e novamente desconsiderando a Intelcia –, o EBITDA também caiu 7,5%, para 222 milhões de euros, enquanto as receitas neste período subiram 0,3%, para 648 milhões de euros.

Para a CEO, Ana Figueiredo, “os resultados do segundo trimestre de 2026 confirmam a resiliência da Meo num dos períodos mais desafiantes que o setor das telecomunicações tem atravessado”.

Intelcia compra participação da Altice na empresa Ler Mais Perante o enfraquecimento do negócio de consumo, a empresa tem vindo a “desenvolver novos motores de crescimento e a diversificar fontes de receita”, diz a CEO, onde se insere a nova área de negócio de venda de energia (Meo Energia) — cujas receitas cresceram 36% no trimestre, com uma base de clientes que totaliza já os 256 mil — e o “reforço” da “proposta de valor no segmento empresarial”.

Esta proposta está a contribuir para manter as receitas de serviços fixos à tona (+3% no trimestre), com o consumo a representar receitas de 366 milhões de euros, um ligeiro aumento de 0,3%.

“Este desempenho demonstra o potencial do ecossistema de convergência da Meo para diversificar as fontes de receita e mitigar a pressão concorrencial” sobre a receita média por cliente de telecomunicações, afirma a empresa.

Ainda neste segmento, ao nível operacional, a Meo chegou ao fim de junho com 4,5 milhões de clientes fixos (+0,3%) e a base de clientes móveis pós-pagos aumentou 3,7%, “evidenciando a procura contínua por serviços móveis em regime de contrato”, nota a operadora.

Ana Figueiredo, CEO da Meo Hugo Amaral/ECO Nos serviços empresariais, as receitas totalizaram 282 milhões de euros no trimestre.

O comunicado divulgado esta quinta-feira não indica a variação, com a Meo a sublinhar apenas que cresceram 1,6% “excluindo os resultados da Altice Labs e o impacto da redução progressiva” do negócio de subcontratação de rede a outras operadoras (MVNO).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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