Crédito Agrícola lucra 168,5 milhões no primeiro semestre, uma quebra homóloga de 2,2%
O Crédito Agrícola registou um resultado líquido consolidado de 168,5 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, uma redução homóloga de 3,8 milhões de euros (-2,2%), anunciou o banco liderado por Sérgio Frade num encontro com jornalistas em Lisboa.
A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) situou-se nos 10,5%.
Mas o CEO do banco destacou que o custo do capital do Crédito Agrícola é muito baixo e por isso uma rentabilidade de 10%, apesar de comparar mal com o setor, é bastante acima do custo de capital do banco.
Normalmente o custo de capital da banca anda entre os 8% e os 12%, mas no Crédito Agrícola fica muito abaixo desse referencial, explicou o banqueiro.
Em comunicado, o grupo explica a evolução negativa com a redução da margem financeira em 5,1 milhões de euros (-1,5% face ao mesmo período de 2025), tendo a receita de juros ascendido a 328,4 milhões de euros no primeiro semestre.
Mas também com a quebra dos resultados de contratos de seguros em 6,1 milhões de euros (-11,0%) para 49,7 milhões; e com o aumento de 20,1 milhões de euros nos custos operacionais (+8,5%), fixando-se em 254,8 milhões, parcialmente compensados pelo crescimento das comissões líquidas em 6,1 milhões de euros (+7,8%) para 84,5 milhões e dos resultados de operações financeiras em 10,7 milhões de euros (+90,2%) para 22,5 milhões.
O produto bancário subiu 1% para 469,4 milhões de euros.
O rácio de eficiência registou uma subida de 3,8 pontos percentuais para 54,3% por os custos terem crescido mais do que as receitas.
As imparidades e provisões aumentaram 15,4%, ou seja houve um reforço de 3,6 milhões de euros.
As imparidades para crédito baixaram significativamente face a junho de 2025 de 5,1 milhões para 0,5 milhões de euros.
O custo do risco de crédito fixou-se em 0,0033% em linha com os 0,0038% registados no primeiro semestre do ano passado.
No balanço, os depósitos de clientes ascenderam a 24.329 milhões de euros no final de junho de 2026, mais 2,1% do que em dezembro de 2025, e subiu 7,7% face a junho de 2025, permitindo ao Crédito Agrícola manter uma quota de mercado de 8,2%.
Já a carteira de crédito a clientes cresceu 765,7 milhões de euros (+5,6%) desde o final de 2025, atingindo 14.512 milhões de euros e superando a taxa de crescimento do mercado como um todo, com a quota a subir marginalmente para 6,11%.
O crédito a clientes (bruto) cresceu 5,6% face a dezembro e 8,1% face a junho de 2025.
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