Anúncios Políticos que servem o poder mas não a população
A dois meses das eleições intercalares nos Estados Unidos da América o Presidente norte americano Donald Trump prometeu oferecer cinco mil dólares a cada cidadão norte americano, a que chamou de “dividendo Trump”, se os republicanos as vencerem.
A estratégia é simples mobilizar toda a base do seu eleitorado tentando caçar o maior numero de votos possível para a dita eleição.
Trata-se meramente de uma promessa de campanha, que poderá vir a estar sujeita ao escrutínio do Congresso e à disponibilidade orçamental real, não se tratando desde já de uma medida executada ou de uma vantagem inequívoca e imediata concedida através do voto. Compete assim ao eleitor julgar se a proposta é financeiramente exequível ou apenas uma manobra eleitoral. Esse julgamento, feito através do voto, será o verdadeiro mecanismo de responsabilização democrática.
Também no nosso país existe um oportunismo disseminado na cultura política partidária.
Para encontrarmos um paralelismo basta reflectirmos sobre o que foi divulgado recentemente pelo primeiro ministro, aquando da discussão da moção de censura apresentada pelo Partido Chega na Assembleia da Republica. Em vez de divulgar os suplementos que iriam ser concedidos aos pensionistas bem como a descida do IRS numa conferência de imprensa, após um Conselho de Ministros, ou então aquando do debate orçamental, o primeiro ministro optou por, consciente e inesperadamente, revelar as referidas medidas logo a seguir à apresentação da moção de censura.
Pretendeu-se fazer a impermeabilização da idoneidade de um ministro, que se encontra sob intenso escrutínio, uilizando para tal um engodo.
Nesta situação como na de Trump procuram-se sobretudo inverter índices negativos de popularidade governamental e manobrar a realidade política actual para conseguir a manutenção no poder.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.