Presidente da empresa que gere SIRESP rejeita que rede esteja “sempre a falhar”
“ A rede SIRESP [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal] não está sempre a falhar .
A rede SIRESP, antes pelo contrário, está sempre a funcionar , é a condição normal da rede SIRESP”, assegurou esta terça-feira Paulo Viegas Nunes, presidente da empresa responsável pelas comunicações de emergência do Estado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aos Negócios dos Incêndios Rurais.
Em resposta ao deputado socialista Pedro Vaz, Viegas Nunes especificou que o SIRESP funciona quase a 100%.
“Desde o início do ano e mesmo com o furacão Kristin e o comboio de tempestades, a disponibilidade da rede SIRESP é de 99,82% .
Não é 100%, mas anda lá muito perto”, disse, considerando tratar-se de um nível “muitíssimo elevado”.
No entanto, Paulo Viegas Nunes lamentou que “o espaço mediático” tenha uma dimensão que não se consegue controlar e que passe “para a opinião pública uma ideia que não é mais correta”.
“A rede SIRESP e os seus funcionários têm sempre uma lógica de qualidade e melhoria contínua dos seus serviços, continuam a dar o seu melhor e cumprir a missão”, assegurou.
“Mas o que é que ficou na bolha mediática? O caso que de uma forma muito clara não correspondeu à verdade.
E perdoem-me esta minha frontalidade e transparência também, mas nós temos o dever, como sociedade, de não acreditar em narrativas infundadas “, frisou.
Viegas Nunes esclareceu que a SIRESP SA “não tem receio de transparência nem do escrutínio, mas desde que seja justo e objetivo” .
Em resposta à deputada do Chega Madalena Cordeiro, que o questionou sobre as desconformidades detetadas pela auditoria da Inspeção-Geral das Finanças, esclareceu que há um decreto de lei que define que a modernização da rede SIRESP “passaria a ser gerida pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna” (SGMAI).
Desde o início do ano e mesmo com o furacão Kristin e o comboio de tempestades, a disponibilidade da rede SIRESP é de 99,82%.
Não é 100%, mas anda lá muito perto.
Paulo Viegas Nunes Presidente da SIRESP SA “A Secretaria-Geral do MAI não tinha, na altura, assim como não tem hoje, competências técnicas suficientes para lançar concursos.
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