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Economia

Canábis medicinal: O país que exporta o que não quer discutir

ECO ·
Canábis medicinal: O país que exporta o que não quer discutir

Portugal exportou quase 80 toneladas de canábis medicinal em 2025 — 79.883 quilos, mais 156% do que no ano anterior e oito vezes mais do que em 2022, segundo os relatórios oficiais do Infarmed.

O ritmo tem vindo a acelerar: só no primeiro semestre de 2026 saíram 66 toneladas.

Em 2024, o Infarmed já situava o país como segundo maior exportador mundial, apenas atrás do Canadá.

Quase sem debate construímos uma estrutura regulatória e industrial certificada que abastece os mercados mais exigentes do mundo.

E sobre o que fazer com indústria temos o silêncio.

É verdade que há falta de propostas – a Iniciativa Liberal (IL) apresentou projetos de legalização do consumo em 2021 e 2023, ambos sem efeito com dissoluções da Assembleia da República que não lhe são imputáveis, mas aparentemente desistiu da ideia -, mas há principalmente falta de algo mais raro: uma conversa económica séria sobre esta indústria.

Com perguntas.

Vamos então a factos, começando pelo mais incómodo.

A Agência da União Europeia sobre Drogas (EUDA) estima o mercado retalhista ilícito de canábis no espaço comunitário em pelo menos 12,1 mil milhões de euros anuais.

Esta “indústria” não espera por autorização: opera, fixa preços e entrega a margem a redes criminosas.

Por isso mesmo, a questão não é “Deve existir?”.

Já existe! Quer o Estado queira, quer não.É quem o regula, quem captura o excedente e quem paga as externalidades que tem de ser definido.

A Alemanha oferece, desde abril de 2024, a experiência natural mais relevante para esta avaliação na Europa.

E a avaliação oficial (o relatório EKOCAN, acrónimo alemão de Evaluation des Konsumcannabisgesetzes, ou seja, a avaliação da Lei do Consumo de Canábis (KCanG), encomendado pelo Ministério Federal da Saúde a um consórcio académico, com relatórios intercalares em 2025 e 2026) merece ser lida sem filtro ideológico, porque desilude os dois lados da barricada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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