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Trump recusa-se a confirmar apoio a Netanyahu em eleições israelitas

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Trump recusa-se a confirmar apoio a Netanyahu em eleições israelitas

"A cho mais apropriado que me mantenha afastado das eleições israelitas", afirmou o líder da Casa Branca em declarações à estação Fox News reproduzidas pela imprensa de Israel, embora deixe em aberto a possibilidade de "apoiar alguém".

As palavras de Trump surgem no dia em que o Likud, partido de Netanyahu e maioritário no Governo de coligação com a extrema-direita, realizou primárias para a escolha das listas para o Knesset (parlamento), vistas como um teste ao líder israelita quando enfrenta contestação dentro da sua própria força política, nomeadamente dos partidários de uma linha mais centrista.

De acordo com o portal norte-americano Axios, as perspetivas de reeleição de Netanyahu foram discutidas com Trump, no encontro que ambos mantiveram no mês passado na Casa Branca em Washington, numa altura que o primeiro-ministro israelita lida com sondagens desfavoráveis.

Anteriormente muito próximos, a reunião dos dois lideres ocorreu num momento de tensão pública entre ambos sobre a condução das várias frentes de conflito no Médio Oriente.

Trump procura uma saída para a guerra que lançou com Netanyahu em 28 de fevereiro contra o Irão, que merece reservas do primeiro-ministro israelita, que por sua vez mantém tropas no sul do Líbano, na guerra contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, ameaçando os esforços de paz de Washington.

O chefe do Governo de Israel recusou entretanto o plano do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, apoiado pelos Estados Unidos e que tinha sido aceite pelo grupo islamita Hamas, que previa o desarmamento das milícias palestinianas e a retirada do exército israelita do território.

Já hoje, Netanyahu disse ter acordado com o Conselho da Paz a criação de um grupo de trabalho para supervisionar a desmilitarização da Faixa de Gaza, mas reiterou que só abandonará o enclave palestiniano quando esse processo estiver concluído.

O envolvimento de Israel nos esforços de diálogo dos Estados Unidos tem merecido a oposição dos grupos de extrema-direita aliados do Likud no Governo.

A maioria das sondagens em Israel coloca a força política do primeiro-ministro empatada ou logo atrás do seu principal adversário, o partido centrista Yashar, fundado em 2025 e presidido pelo antigo chefe das forças armadas Gadi Eisenkot.

Os estudos de opinião indicam porém que nenhum dos dois líderes, nem dos blocos pró-governo ou de oposição, consegue uma maioria dos 120 lugares em disputa no Knesset, embora o Yashar surja em melhores condições para formar governo.

A coligação B'Yachad (Juntos), criada este ano pelos antigos primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid, atual líder da oposição, aparece em terceiro lugar e no quarto figura o Yisrael Beytenu (Israel é a Nossa Casa), partido nacionalista, de direita e secular, liderado pelo deputado Avigdor Liberman, mas ambos seguem longe do Likud e do Yashar.

Os Democratas, partido social-democrata sionista dirigido pelo antigo general Yair Golan, está colocado no quinto lugar nas sondagens e só depois surgem os partidos que têm estado próximos de Netanyahu.

Esta lista inclui os ultraortodoxos Shas e o Judaísmo Unido da Tora, bem como o Otzma Yehudit (Poder Judaico), do ministro da Segu

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