Guterres alerta para convergência de ameaças sem precedentes
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou esta terça-feira, 22 de setembro, para uma “convergência de ameaças sem precedentes” no mundo, com mecanismos coletivos sob crescente pressão, novos centros de influência e uma crescente transferência de poder para empresas e particulares.
Num tom de advertência, Guterres deu esta terça-feira início ao debate anual da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGA), o seu último enquanto secretário-geral, no qual frisou que as fraturas no mundo atual estão a alargar-se e as “fissuras tornaram-se abismos”.
Guterres recordou que, na última década, guerras irromperam com consequências devastadoras e arrastaram-se com uma “crueldade desprezível”, em que civis tornaram-se alvos, os direitos humanos foram “pisoteados”, a fome foi usada como arma e vários trabalhadores humanitários acabaram mortos.
“O direito internacional foi descartado.
As divisões geopolíticas aprofundaram-se.
As desigualdades intensificaram-se.
A confiança desgastou-se.
A crise climática passou de um alerta longínquo para uma realidade diária.
E a inteligência artificial avançou a uma velocidade que apanhou de surpresa até mesmo aqueles que a criaram”, apontou.
“Não são crises isoladas.
São capítulos da mesma história.
A história do poder.
Quem o detém.
A quem é negado.
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