FMI alerta que crescimento global está mais concentrado num pequeno grupo de países
O crescimento da economia mundial deverá abrandar de 3,5% em 2025 para 3,1% em 2026, antes de recuperar para 3,4% em 2027.
As previsões são do Fundo Monetário Internacional (FMI) e foram divulgadas esta terça-feira, num relatório no qual a instituição de Bretton Woods adverte que, apesar da resiliência aos sucessivos choques, estes números escondem uma outra realidade, a de que o desempenho está cada vez mais dependente de um grupo mais pequeno de países.
Nas “Previsões Económicas Mundiais (WEO na sigla em inglês), o Fundo revê em ligeira alta de 0,1 pontos percentuais a projeção para este ano e mantém inalterada a de 2027 .
FMI mais pessimista que Governo prevê crescimento de 2,1% Ler Mais Contudo, a relativa estabilidade dos valores esconde movimentos significativos e de sentido contrário entre países, bem como uma maior concentração do crescimento mundial, alerta a instituição liderada por Kristalina Georgieva.
De acordo com o FMI, apenas 32 economias representam agora 95% do crescimento mundial, contra 54 em abril, enquanto as revisões em baixa das previsões se tornaram mais generalizadas, afetando cerca de 47% das economias.
“ A economia mundial não está simplesmente a abrandar ou a acelerar.
O que se verifica é uma redistribuição do crescimento entre países, em função do respetivo grau de exposição ao choque na oferta provocado pela guerra e da força da procura associada à inteligência artificial” , explica o Fundo.
A economia mundial não está simplesmente a abrandar ou a acelerar.
O que se verifica é uma redistribuição do crescimento entre países, em função do respetivo grau de exposição ao choque na oferta provocado pela guerra e da força da procura associada à inteligência artificial.
Fundo Monetário Internacional Perante o atual choque provocado pela guerra no Irão, os economistas atribuem a resiliência da economia, em primeiro lugar, à reorientação dos fluxos de abastecimento energético, ao aumento da produção de energia noutros países, à utilização das reservas existentes, à substituição por outras fontes de energia , incluindo as renováveis, e à melhoria da eficiência energética como forma de “atenuar o impacto nos mercados energéticos”.
“Sem estes mecanismos de ajustamento, a perturbação no abastecimento de petróleo, por si só, teria reduzido significativamente o crescimento da economia mundial em 2026”, advertem.
Em segundo lugar, destacam que o aumento do investimento impulsionado pela inteligência artificial estimulou a atividade económica mundial e sustentou o comércio internaciona l.
Isto mesmo foi sublinhado pela diretora-geral do FMI durante as reuniões da instituição e do Banco Mundial, que decorrem na Tailândia até 18 de outubro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.