FMI revê em alta crescimento em 2026 e 2027, mas Governo é mais otimista
O Fundo Monetário Internacional acredita que Portugal vai crescer 2,1% este ano e 1,9% no próximo.
As previsões do World Economic Outlook, publicado na madrugada desta terça-feira, representam uma revisão em alta face a junho, quando o FMI analisou a economia portuguesa pela última vez: mais 0,4 pontos percentuais em 2026, face aos 1,7% então previstos, e 0,3 p.p. em 2027, face a 1,6%.
No entanto, o fundo monetário é menos otimista do que o Governo, que perspetiva no Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) uma subida de 2,3% do PIB para este ano e 2,1% para o próximo.
Face ao Banco de Portugal e ao Conselho das Finanças Públicas, depende do ano: em 2026, há mais otimismo no banco central (2,3% previstos a 7 de outubro) e na entidade que monitoriza as contas do Estado (2,2% projetados a 24 de setembro) do que neste relatório do FMI.
Para 2027, porém, invertem-se os papéis, com o Fundo Monetário a acrescentar uma décima ao crescimento português face àquelas duas instituições (1,8%).
O PIB nacional, já se sabia, deverá ter este ano um acréscimo bem maior do que o da Zona Euro: os 2,1% previstos para Portugal comparam com 1,1% para os países que usam a moeda única na União Europeia.
Ainda assim, o próprio cenário para a Zona Euro melhorou desde julho, quando o FMI antecipava um crescimento de apenas 0,9% para este ano.
Para 2027, mantém a previsão de 1,2%.
Também várias das principais economias europeias viram revistas em alta as previsões para este ano.
Na Alemanha, o crescimento esperado passou de 0,7% em julho para 1,3%; em Espanha, de 2,1% para 2,5%; e em Itália, de 0,5% para 0,8%.
Em 2027, tal como para Portugal, o FMI espera um abrandamento: o motor alemão deverá crescer apenas 1,1%, Espanha 1,8% e Itália 0,6%.
Para França, contudo, as contas são bem diferentes.
A atravessar uma crise política e de finanças públicas, França não deverá crescer mais do que 0,4% este ano, menos 0,2 p.p. do que o FMI previa em julho.
Para 2027, a previsão também foi cortada em duas décimas, para 0,7%.
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