Hutis tentam construir mísseis balísticos avançados com tecnologia chinesa
O s rebeldes Hutis do Iémen, apoiados pelo Irão, estão a tentar construir um novo sistema avançado de mísseis balísticos de médio alcance com tecnologia chinesa, segundo um relatório divulgado na quarta-feira.
Segundo o relatório do grupo britânico Conflict Armament Research, que monitoriza o uso de armas em zonas de conflito, o armamento em desenvolvimento poderá ajudar o grupo a atingir com maior precisão alvos sauditas e israelitas.
Os Hutis tentaram adquirir peças-chave a fornecedores chineses que pudessem ser utilizadas para fabricar uma versão do míssil iraniano de precisão guiada Kheibar Shekan, que tem um alcance de aproximadamente 2.000 quilómetros, adianta o documento.
"A ambição local dos Hutis em termos de fabrico vai além do que se supunha anteriormente", disse Fabian Hinz, analista sénior da Conflict Armament Research.
"Estes tipos de peças são muito específicos, e a sua produção exigiria informações de projeto relacionadas com o míssil, adiantou o analista.
A China é um grande comprador de petróleo tanto do Irão como da Arábia Saudita e utilizou os seus laços com ambos os países para intermediar uma reaproximação em 2023.
A Embaixada da China em Washington não respondeu a um pedido de comentário.
A informação surge numa altura em que os Hutis, na sua guerra contínua contra a Arábia Saudita, demonstram capacidade de causar estragos a uma das forças militares mais bem equipadas do Médio Oriente.
A Arábia Saudita e o governo do Iémen lançaram, no mês passado, uma campanha militar para repelir os Hutis do Estreito de Bab el-Mandeb, rota comercial crucial no Médio Oriente para o transporte de petróleo e outras mercadorias.
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