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Moçambique prevê iniciar em 2027 obras em mais de 3.000kms de estradas

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Moçambique prevê iniciar em 2027 obras em mais de 3.000kms de estradas

O Governo moçambicano prevê iniciar, no primeiro trimestre de 2027, obras em mais de 3.000 quilómetros de estradas, no âmbito do programa «Mais Estradas – 2031», avaliado em cerca de 2,5 mil milhões de euros, foi hoje anunciado.

O programa de 2,8 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros), com duração de cinco anos, visa melhorar a transitabilidade da rede rodoviária nacional e reforçar as ligações entre províncias, distritos, centros de produção e principais corredores de desenvolvimento do país, segundo o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que falava na II sessão do Conselho Coordenador do ministério.

«Importa destacar que esta iniciativa já se encontra numa fase concreta de implementação, tendo sido lançados os concursos públicos para a execução das obras», afirmou o governante, acrescentando que está em curso a avaliação das propostas, antes da adjudicação dos contratos.

Matlombe disse que, concluídos os procedimentos de avaliação e adjudicação, o Governo espera avançar com a mobilização para o início dos trabalhos nos primeiros três meses de 2027, estando previstas intervenções em diferentes pontos do território nacional.

O ministro defendeu, contudo, que a execução do programa exige mudanças na gestão da rede rodoviária, com maior rigor no planeamento, na definição de prioridades e na utilização dos recursos financeiros, técnicos e humanos disponíveis, de modo a evitar intervenções apenas quando as estradas atingem níveis críticos de degradação.

«Não podemos continuar a intervir nas estradas apenas quando a degradação atinge níveis críticos», afirmou, apontando a conservação preventiva, a qualidade das obras, o cumprimento dos prazos contratuais e a fiscalização como princípios fundamentais para melhorar a gestão do sector rodoviário.

No mesmo contexto, o governante destacou a reestruturação da Administração Nacional de Estradas (ANE) e a reorganização do Fundo de Estradas, processos que visam melhorar a coordenação entre as instituições, clarificar responsabilidades e aumentar a eficiência na utilização dos recursos destinados à rede rodoviária.

Segundo Matlombe, as reformas deverão reforçar a capacidade de planificação, contratação, fiscalização e acompanhamento dos projetos, sem comprometer a continuidade das obras e dos programas em curso, assegurando uma gestão mais eficiente e transparente, orientada para resultados concretos.

O ministro sublinhou que as mudanças institucionais devem traduzir-se em melhorias efetivas nas condições das estradas, sem criar obstáculos à execução dos investimentos, defendendo que os responsáveis do sector devem garantir a concretização dos projetos prioritários.

Em 04 de setembro, a Lusa noticiou que a Administração Nacional de Estradas previa selecionar, em 2027, o futuro concessionário de quase 200 quilómetros das estradas nacionais N2, N3 e N4, na província de Maputo, antecipando a transição da gestão da N4 antes do termo da atual concessão, em Fevereiro de 2028.

O processo abrange 96,8 quilómetros da N4, entre Maputo e a fronteira de Ressano Garcia, 69 quilómetros da N2, entre Matola, Boane e Namaacha, e 31 quilómetros da N3, entre Impaputo, Goba e a fronteira co

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