Cabo Verde quer mais alunos no ensino técnico para qualificar mão de obra
"N ão podemos continuar com o quadro que temos. Forçosamente, se o país quiser de facto desenvolver-se, tem de estar com qualificação técnica ou profissional das pessoas", afirmou Arnaldo Brito, citado pela Rádio de Cabo Verde (RCV), a propósito do primeiro Conselho Alargado do Ministério, realizado hoje na cidade da Praia.
Segundo o governante, atualmente, entre 30 mil e 32 mil alunos frequentam o ensino secundário em Cabo Verde e apenas cerca de 1.400 seguem a via técnica, situação que considerou "anormal" quando comparada com a realidade de outros países.
Arnaldo Brito disse que o Governo pretende "inverter" esta realidade, defendendo uma visão mais abrangente do ensino técnico e profissional para responder às necessidades de mão de obra do país.
O ministro reconheceu que a mudança vai exigir investimento na criação de escolas técnicas e na compra de equipamentos, mas considerou-a necessária para aumentar a qualificação profissional.
"Hoje em dia, há países onde cerca de 70% dos alunos do ensino secundário estão no ensino técnico ou profissional", afirmou.
O Conselho Alargado, que decorre até quarta-feira, reúne as estruturas do setor para discutir, entre outros assuntos, o arranque do novo ano letivo e as orientações da política educativa.
No encontro que arrancou esta terça-feira na cidade da Praia, integrou novos delegados da educação, recentemente nomeados, nas orientações do Governo e a preparar o trabalho a desenvolver nos municípios.
A reunião junta ainda responsáveis pela formação profissional, ensino superior, ciência e inovação.
"Queremos ter uma visão integrada de educação, formação profissional e ensino superior, ciência e inovação, porque, na verdade, fazem parte do sistema", afirmou Arnaldo Brito, defendendo uma articulação entre as áreas para responder às necessidades do país.
Na abertura do encontro, o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, defendeu a construção de uma visão de longo prazo para a educação cabo-verdiana e a criação de um "pacto nacional para a educação".
"Não precisamos simplesmente de fazer mais uma reforma educativa. Precisamos de construir uma visão para a educação em Cabo Verde, capaz de permanecer no tempo", afirmou.
Francisco Carvalho defendeu que o pacto deve ser "sério, participado e tecnicamente fundamentado", para evitar alterações das políticas educativas "a cada mudança de Governo ou de ministro".
O primeiro-ministro destacou ainda a intenção de garantir que a escola funcione como "elevador social", independentemente da condição económica das famílias ou da ilha onde nasceram.
Nesse âmbito, reiterou a política de eliminação das propinas no ensino superior público e a atribuição de bolsas aos estudantes que optem pelo ensino privado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.