Ativo do dia: Petróleo dispara para mais de 108 dólares
O ativo: O Brent do Mar do Norte é o petróleo de referência para as transações realizadas com a matéria-prima na Europa e em Portugal .
O valor do contrato da matéria-prima é definido com base nos preços dos contratos de futuros negociados na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, enquanto o “benchmark” para os EUA, o WTI (West Texas Intermediate) é cotado em Nova Iorque.
O marco: O preço do barril de Brent disparou perto de 5% para negociar nos 108,07 dólares .
A causa: Depois de uns dias de correção, os preços do petróleo voltaram a valorizar, depois de Donald Trump ter voltado a ameaçar “aniquilar” o Irão caso não haja um entendimento entre as duas partes para terminar o conflito.
O Irão respondeu a Washington com as condições para reabertura do estreito de Ormuz e ameaçou alargar o conflito ao Índico.
Apesar de tanto os EUA como o Irão dizerem que estão dispostos a negociar, a possibilidade de um acordo no curto prazo parece estar afastada, o que está a refletir-se num novo agravamento dos preços do petróleo .
“Apesar da retoma das negociações e de Teerão ter sinalizado que continua disponível para uma solução diplomática, persistem diferenças significativas entre as duas partes “, destaca Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, acrescentando que “este impasse nas negociações voltou a aumentar o prémio de risco geopolítico, que tinha diminuído no início da semana “.
Além da ausência de progressos concretos na via diplomática, os houthis, apoiados pelo Irão, lançaram mísseis contra a Arábia Saudita, prosseguindo o conflito na região.
O que esperar a seguir: “ Os preços do petróleo deverão continuar muito sensíveis à evolução das negociações entre os Estados Unidos e o Irão “, diz Ricardo Evangelista.
O CEO da ActivTrades Europe realça que “progressos concretos no sentido de um acordo que permita a normalização do tráfego através do Estreito de Ormuz poderão reduzir o prémio de risco geopolítico atualmente incorporado nos preços”.
“Por outro lado, um colapso total das negociações ou uma nova escalada das hostilidades poderá abrir espaço para novas subidas “, defende.
Além das negociações, a evolução das cotações estarão dependentes da oferta e das reservas de crude.
Enquanto a Arábia Saudita reativou o seu oleoduto Este-Oeste, o Iraque está a aumentar as exportações, proporcionando fontes alternativas de abastecimento e limitando parte da pressão em alta sobre os preços.
Já as r eservas de crude nos Estados Unidos também aumentaram inesperadamente em três milhões de barris na semana passada, embora os stocks de gasolina e destilados tenham diminuído.
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