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Taxa fixa custa 3,73% e a mista 2,80%: quase um ponto pela certeza

Jornal Económico ·
Taxa fixa custa 3,73% e a mista 2,80%: quase um ponto pela certeza

No crédito à habitação, a diferença entre modalidades de taxa é frequentemente apresentada como uma questão de perfil, de tolerância ao risco ou de expetativa sobre o rumo dos juros.

É tudo isso, mas antes disso é uma questão de preço, e o preço está publicado.

Segundo o Banco de Portugal, a taxa de juro média dos novos contratos em Portugal foi de 2,80% na modalidade mista, 3,14% na variável e 3,73% na fixa.

A certeza total custa quase um ponto percentual mais do que a certeza parcial.

Num empréstimo de 200 mil euros a trinta anos, essa diferença de 93 pontos base entre a fixa e a mista traduz-se em cerca de cem euros por mês na prestação inicial.

Ao longo de todo o contrato, e admitindo que nada mais muda, representa dezenas de milhares de euros.

É esse o valor que o mercado atribui à eliminação completa do risco de taxa, e é um valor que a esmagadora maioria dos compradores portugueses decidiu não pagar: a taxa fixa ficou-se por 1,6% das novas operações.

A comparação, no entanto, não é tão direta quanto os três números sugerem, e a leitura das diferenças entre taxa fixa, mista e variável ajuda a perceber porquê.

A taxa mista tem um preço baixo porque só garante o preço durante o período inicial, tipicamente entre dois e dez anos, findo o qual passa a variável.

O que está a ser comparado não são três produtos equivalentes com preços diferentes: é um produto que fixa trinta anos, um que fixa alguns, e um que não fixa nada.

A mista aparece mais barata do que a variável precisamente porque os bancos usam o período fixo inicial como instrumento comercial, com margens comprimidas nos primeiros anos e recuperação posterior através do spread contratado para a fase seguinte.

Há aqui um dado que costuma passar despercebido e que inverte a intuição.

A taxa variável média, nos 3,14%, está acima da mista e reflete o nível atual da EURIBOR somado ao spread praticado.

Ou seja, quem contrata hoje um crédito variável paga mais no primeiro mês do que quem contrata um misto.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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