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Lindsay Clancy: O julgamento que está a dividir EUA (e TikTok). Entenda

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Lindsay Clancy: O julgamento que está a dividir EUA (e TikTok). Entenda

O caso de Lindsay Clancy, acusada de matar os três filhos menores, é um dos julgamentos criminais de maior repercussão nos Estados Unidos e não só. Com saúde mental em cima da mesa, incluindo depressão pós-parto e psicose, as atenções mediáticas têm-se virado para teorias criadas nas redes sociais.

O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2023, em Duxbury, Massachusetts, quando Lindsay Clancy, então com 32 anos, aproveitou o momento em que o marido, Patrick Clancy, saiu de casa a seu pedido para ir buscar jantar e medicação para a filha mais velha.

Durante os cerca de 55 minutos em que o marido esteve fora, Lindsay estrangulou os três filhos - Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses - na cave da habitação. Depois, cortou os pulsos e o pescoço e saltou do segundo andar numa tentativa de colocar termo à própria vida.

Os dois filhos mais velhos morreram no próprio dia, enquanto o mais novo acabou por morrer dias depois no hospital. Já Lindsay sobreviveu à queda, mas sofreu lesões graves na coluna que a deixaram paraplégica.

A acusação pretende agora que Lindsay Clancy seja criminalmente acusada e condenada a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, sustentando que se tratou de um "crime deliberado e planeado".

Os procuradores acusam a mulher de ter calculado o tempo necessário para o marido sair de casa e ter pesquisado, nas semanas e dias anteriores, sobre "métodos de suicídio", "sintomas de psicose" e "tratamento para sociopatas". Além disso, defendem que o salto da janela foi uma tentativa de encenar um suicídio para escapar à responsabilidade.

A defesa, por sua vez, argumenta que Lindsay Clancy não pode ser considerada criminalmente responsável devido a uma grave patologia mental.

O seu advogado, Kevin Reddington, alega que a mulher sofria de psicose pós-parto e perturbação bipolar não diagnosticada, tendo ouvido "vozes" que a mandaram matar as crianças e a si própria.

Semanas antes do crime, Lindsay chegou a procurar ajuda médica em várias clínicas e hospitais, onde lhe foi prescrita uma grande quantidade de medicamentos que, de acordo com a defesa, agravaram drasticamente o seu estado mental.

Resumindo, a defesa de Lindsay Clancy não contesta que a mulher tenha matado os filhos, mas argumenta que não deve ser considerada criminalmente responsável.

Logo após o início do julgamento, que começou no final de julho, vários internautas - sobretudo mães e enfermeiras - sensibilizaram-se com o caso de Lindsay Clancy, partilhando vídeos sobre a falta de apoio psiquiátrico no pós-parto e o perigo do excesso de medicação.

A falta de apoio prestada a Lindsay Clancy ficou provada através de Susan Clancy, sua ex-sogra e avó das crianças, que contou que a mulher "implorou por ajuda" nos meses que antecederam o crime.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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