Mota-Engil vai assinar contrato para ferrovia mineira no Congo
O Grupo Mota-Engil vai assinar esta quarta-feira, 27 de agosto um contrato com a República Democrática do Congo para operar uma importante ferrovia de cobre e cobalto e que deverá ser financiado com até mil milhões de dólares (857 mil milhões de euros) proveniente dos Estados Unidos, informa a agência “Bloomberg”.
Este acordo vai abranger a reabilitação e gestão do troço congolês do Corredor de Lobito, com o objetivo de aumentar as exportações de minerais essenciais para os mercados ocidentais. De acordo com fontes citadas pela “Bloomberg” o acordo vai ser assinado na capital do país africano, Kinshasa, entre o governo local e a construtora portuguesa.
Esta concessão será válida para os próximos 30 anos. Recorda a “Bloomberg”, que as atas de uma reunião do governo congolês realizada em junho revelaram que as duas partes estavam a trabalhar numa parceria público-privada destinada a revitalizar a deteriorada ferrovia de 1.000 quilómetros (620 milhas), que atravessa os pólos mineiros de Kolwezi, Tenke e Lubumbashi.
Os recursos naturais do Congo ganharam maior interesse por parte dos Estados Unidos, desde que Donald Trump regressou à Casa Branca, com o intuito de reduzir a dependência de Pequim para uma vasta gama de produtos minerais.
Isto porque, as empresas chinesas estão a avançar com uma renovação de 1,4 mil milhões de dólares numa ferrovia de exportação que pode transportar minerais da Zâmbia para o porto de Dar es Salaam, na Tanzânia, no Oceano Índico.
O Grupo Mota-Engil vai apresentar os resultados relativos ao primeiro semestre de 2026 esta quinta-feira.
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