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Economia

O novo padrão-reforma: eleições primeiro, surpresas depois

Jornal Económico ·
O novo padrão-reforma: eleições primeiro, surpresas depois

Há um novo hábito político em Portugal.

Primeiro ganham-se eleições, depois descobre-se a reforma.

A Segurança Social parece ser o próximo capítulo.

O Governo recebe um relatório volumoso, aparecem projeções até ao fim do século, multiplicam-se gráficos, défices futuros e avisos fortes.

E, de repente, instala-se a sensação de que temos um precipício à frente e meia dúzia de atuários atrás a empurrar-nos.

Por isso, convém travar o entusiasmo.

As pensões não são uma variável de ajustamento.

São uma promessa do Estado a quem descontou durante décadas.

E mexer nelas não é uma nota de rodapé num programa eleitoral.

É uma escolha política de primeira ordem.

Aqui, também, está em causa a própria qualidade da democracia.

Já vimos o filme na reforma laboral.

Uma referência suficientemente vaga antes das eleições e um pacote suficientemente concreto depois delas.

O eleitor vota no trailer, mas só conhece o filme quando já comprou o bilhete.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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