Resoluções
O novo ano devia começar agora, em setembro.
Como no Império Romano do Oriente, em que no fim do verão se avaliavam as colheitas, se tratava das obrigações fiscais e se preparavam as novas campanhas.
Fizeram-no durante um milénio, devia funcionar.
No ano litúrgico das igrejas de tradição bizantina ainda se usa este calendário, desfasado do ano civil.
Esqueça-se o 31 de dezembro.
É no final de agosto que o país vem de férias, com as baterias recarregadas e a época futebolística já em curso.
Há um antes e um depois do período estival.
O ano judicial já começou a 1 de setembro, por um par de anos, mas agora, mesmo alinhado com o ano civil, é nesta altura que os tribunais reabrem portas depois da paragem de verão.
O ano letivo escolar, de seguida o ano académico.
Até a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Tudo em setembro.
Os deputados voltam à Assembleia da República para iniciar a sessão legislativa a 15.
O ano político, nesta altura, já começou, com as festas e rentrées .
É quando se marca terreno, dizem que vêm para o novo ciclo.
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