Reformar as pensões – um contrato entre gerações
Reformar ou não reformar a Segurança Social não é a decisão que temos pela frente.
A decisão é quando e como.
Quem defende que se adie não está a evitar a reforma: está a escolher que ela seja feita mais tarde, com menos margem e em piores condições.
E é exatamente aí, e só aí, que os direitos adquiridos ficam verdadeiramente em risco.
Transparência Saiu o Relatório “Reformar as Pensões em Portugal: Por um Sistema Sustentável, Adequado e Justo – um Contrato entre Gerações”*.
Entretanto, o debate público centrou-se muito numa pergunta que não é a mais importante – fundir ou não fundir a CGA com a Segurança Social, e se tal é sequer possível.
É um engodo ficarmos presos nesse debate e não no debate de responsabilidade.
O que o Relatório defende, do princípio ao fim, é transparência das responsabilidades, até para consciência e planeamento para o seu pagamento.
As contas do sistema têm de ser sempre vistas como um todo, porque só assim se sabe quanto custa o quê, quem paga ou para a quem se transfere a factura.
Olhar para uma parte isolada do sistema não é opção.
O compromisso inabalável na análise dos sistemas de previdência tem de ser com a transparência, até para planeamento do pagamento das responsabilidades Assim, o saldo consolidado dos dois regimes contributivos foi negativo em todos os anos entre 2014 e 2025.
Nada disto é uma opinião sobre o futuro.
É o registo do que já aconteceu.
Contas opacas não fazem a despesa desaparecer – escolhem, não democraticamente e em silêncio, quem a paga.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.