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Economia

Pedro Duarte admite financiamento público do jornalismo como “antídoto” contra desinformação nas redes

ECO ·
Pedro Duarte admite financiamento público do jornalismo como “antídoto” contra desinformação nas redes

O vice-presidente do PSD Pedro Duarte admitiu esta sexta-feira que poderá ser necessário estudar um modelo de financiamento público para o jornalismo, como “antídoto” para a desinformação nas redes sociais e uma via para “salvar a democracia”.

O presidente da Câmara do Porto participou hoje num debate sobre “Algoritmos: Democracia fragilizada?”, com o advogado e antigo deputado do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes, na Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação política de jovens, que decorre até domingo em Castelo de Vide (Portalegre).

“ Se queremos que a democracia sobreviva, se calhar temos de olhar de outra maneira para aquilo que deve ser o modelo de sustentabilidade no jornalismo”, afirmou Pedro Duarte, considerando que as redes sociais “destruíram o modelo económico” da comunicação social.

O caminho, defendeu, não é o jornalismo ir atrás do modelo das redes sociais, mas assumir que, “do ponto de vista estritamente económico, o modelo económico do jornalismo não resulta se deixarmos o mercado funcionar só por si”.

Povo Livre, o ‘jornalismo’ sem “censura moderna” “ Nós temos de garantir um jornalismo livre, independente do poder público, com critérios de rigor e de transparência, se um dia houver esse tal financiamento ao jornalismo “, disse o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, que teve a pasta da comunicação social no primeiro executivo de Luís Montenegro.

O dirigente social-democrata admitiu que não será fácil o modelo de execução deste financiamento.

“Se conseguirmos lá chegar, talvez todos possamos dessa maneira começar a salvar a democracia e encontrar o antídoto para aquilo que é este mundo perigoso em que todos estamos mergulhados “, apontou.

O dirigente social-democrata e antigo líder da JSD insistiu que “ a boia de salvação pode ser o jornalismo, mas num modelo diferente”.

“ Com critérios que não seja o nível de audiência nem a emoção que crias nas pessoas, mas o rigor da informação “, disse.

Ainda assim, sublinhou que, “ ao contrário do que muitas vezes os políticos dizem” , não se queixa da comunicação social.

Adolfo Mesquita Nunes, autor do livro “Algoritmocracia”, alertou para as consequências que este modelo já tem consequências no espaço político nacional.

“Vejam o que se passa no parlamento: é uma tentativa deliberada de destruir a credibilidade de uma instituição, não é um grupo parlamentar mais ruidoso “, afirmou, numa referência ao Chega.

Para o antigo dirigente democrata-cristão, o objetivo é transformar o parlamento em algo que as pessoas deixem de respeitar, alertando que não são apenas os partidos populistas que contribuem para esta degradação.

“ Acho hoje quase um milagre que pessoas sensatas ganhem eleições.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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