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Economia

Cem anos depois da sua morte, a arquitetura de Gaudí continua a desafiar limites

Jornal Económico ·
Cem anos depois da sua morte, a arquitetura de Gaudí continua a desafiar limites

Um século após a sua morte, Antoni Gaudí continua a ser uma figura essencial para nos ajudar a compreender a transformação da arquitetura moderna e da relação entre arte, ciência e natureza.

A sua obra é, muitas vezes, interpretada à luz do simbolismo e da espiritualidade, mas a verdade é que deixa em aberto inúmeras questões sobre os processos de criação, a inovação técnica e a capacidade de encontrar soluções construtivas que desafiavam os limites do seu tempo.

As datas redondas servem, amiúde, para dar passos que, por vezes, tardam em acontecer.

Daí que o centenário da sua morte sirva de pretexto para voltar a olhar e a analisar o seu legado sob uma perspetiva crítica e científica – indo além do fascínio estético que a sua obra continua a despertar em todo o mundo.

Barcelona é a prova viva desse legado, pois os edifícios que Gaudí projetou nesta cidade permitem não só traçar a evolução da sua linguagem, como também compreender a forma como articulava estrutura, ornamentação e funcionalidade.

Exemplo paradigmático é a Casa Milà, mais conhecida como “La Pedrera”.

Construída entre 1906 e 1912 no Passeig de Gràcia, é considerada como uma das expressões mais maduras de sua arquitetura civil.

Esta dimensão adquire especial relevância com a realização do Congresso Internacional Gaudí , que irá decorrer de 22 a 25 de outubro na Casa Milà, enquadrado no Ano Gaudí .

O congresso centra-se na investigação científica sobre o arquiteto catalão e na necessidade de estudar as suas contribuições a partir de perspetivas que integram a arquitetura, a engenharia, a geometria, a história e as ciências aplicadas, como salienta o programa do congresso .

O reconhecimento internacional da sua obra, parte da qual integra o Património Mundial da UNESCO, contribuiu para consolidar Barcelona como uma referência indiscutível na arquitetura.

O que se pretende agora, neste congresso, é ir além da genialidade e do mito, e compreender melhor como Gaudí concebeu espaços, explorou novas geometrias e desenvolveu sistemas capazes de combinar estabilidade, funcionalidade e liberdade expressiva.

Quem foi Antoni Gaudí? Arquiteto, urbanista, escultor e pintor espanhol, nascido a 25 de junho de 1852, em Reus, Antoni Gaudí i Cornet estudou e trabalhou em Barcelona, onde se encontra toda a sua obra de arquiteto e urbanista.

As suas realizações insólitas revelam uma personalidade fora do comum, provocando a admiração de muitos e gerando continuadas controvérsias.

Recusou os princípios académicos da arquitetura neoclássica, usou livremente as formas e as técnicas da arte bizantina, muçulmana, mudéjar e gótica, e criou um estilo eclético e absolutamente pessoal.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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