Presidente são-tomense quer Polícia Nacional acima das disputas políticas
"A Polícia Nacional pertence à República e serve todos os cidadãos. Deve por isso estar acima das disputas políticas e atuar com a mesma isenção perante todos, independentemente das suas convicções, da sua condição social ou das suas opções políticas", afirmou Carlos Vila Nova.
Num ano marcado pela realização de eleições presidenciais em 19 de julho com as eleições legislativas, autarquias e regional marcadas para 27 de setembro, o chefe de Estado, saudou o civismo da população e reconheceu o profissionalismo das forças de defesa e segurança, apelando que os próximos desafios eleitorais sejam enfrentados "com a mesma serenidade, o mesmo sentido de responsabilidade e o mesmo compromisso com a paz social".
Carlos Vila Nova discursava na cerimónia dos 51 anos da Polícia Nacional, marcada pela incorporação de 185 novos agentes, dos quais 161 homens e 24 mulheres, totalizando um efetivo de cerca de 900 elementos, aos quais o chefe de Estado disse esperar disciplina, profissionalismo, coragem, equilíbrio e respeito pela lei.
"Não confundamos autoridade com arbitrariedade, firmeza com abuso, proximidade com permissibilidade, neutralidade com ausência de ação", afirmou.
O Presidente são-tomense admitiu necessidades e prioridades para o fortalecimento e modernização da Polícia Nacional, contudo, sublinhou que "a verdadeira modernização começa nas pessoas, consolida-se nas instituições e materializa-se nos meios colocados ao serviço da missão".
"Não há reforma institucional sustentável, sem a valorização daqueles que dão vida às instituições. O capital humano deve estar no centro da modernização da Polícia Nacional.
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