BCE manteve juros em julho mas atas revelam que houve quem defendesse nova subida das taxas
Alguns membros do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) teriam apoiado um aumento das taxas de juro em julho, por considerarem que uma resposta tardia da política monetária poderia atrasar o regresso da inflação à meta de 2%.
"Alguns membros apontaram que, dado que os dados recebidos desde a reunião do Conselho de junho evidenciavam a necessidade de um maior aperto da política monetária, não se teriam oposto a um aumento das taxas de juros", segundo as atas da reunião de julho, divulgadas esta quinta-feira.
"Uma resposta tardia da política monetária poderia atrasar o regresso da inflação a 2%, afetar as expectativas de inflação de forma mais duradoura e exigir um ajuste ainda maior posteriormente, prejudicando tanto as famílias como as empresas", avaliaram os membros do BCE que não se teriam oposto a elevar o custo do dinheiro em julho.
Para os responsáveis, existem riscos claros de aumento da inflação, embora os efeitos de segunda ordem ainda não se tenham manifestado.
Também consideraram que a política monetária deveria agir antes do surgimento desses efeitos, "para não correr o risco de ficar desfasada", acrescenta o relatório da reunião.
No final, todos concordaram, em julho, em manter as taxas de juros sobre os depósitos bancários em 2,25%, num momento de incerteza.
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