Ministério da Justiça não fixa prazos “irrealistas”, mas diz que auditoria à PJ é uma “prioridade”
O Ministério da Justiça recusou fixar um “prazo irrealista” para a conclusão da auditoria à Polícia Judiciária (PJ), avança o jornal Público .
Ainda assim, sublinha que a investigação deve ser tratada como “prioridade” e concluída com a “maior celeridade”.
No domingo, o Presidente da República manifestou o desejo de que as averiguações em torno do ministro da Administração Interna, Luís Neves, se realizem “o mais rapidamente possível”.
Seguro espera celeridade nas investigações a Luís Neves Ler Mais O ministério tutelado por Rita Alarcão Júdice rejeita impor um “prazo irrealista que pudesse comprometer o rigor e a qualidade da auditoria”.
Ao Público , garantiu, ainda assim, que isso não significa, “em momento algum”, que a auditoria “não deva ser tratada com prioridade e concluída com a maior celeridade possível”.
No início de agosto, o Ministério da Justiça pediu uma “avaliação interna” à PJ e a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça (IGSJ) vai realizar uma auditoria.
Segundo o Governo, a “avaliação” serve para “enquadrar as questões que têm vindo a ser divulgadas relativamente ao “funcionamento interno da PJ” e aos “processos de avaliação eventualmente instaurados pela Direção de Serviços de Disciplina e Inspeção”.
“O Ministério da Justiça entendeu não se justificar solicitar à IGSJ a abertura de um processo de averiguações relativamente à deslocação do atrelado, porquanto essa matéria já é objeto de um processo de inquérito, dirigido pelo Ministério Público”, referem à Advocatus .
Paralelamente à “avaliação interna”, a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça – que procede regularmente à auditoria e inspeção de todos os organismos da Justiça – vai realizar uma auditoria à PJ.
O atual ministro da Administração Interna, Luís Neves sublinhou na altura que a ministra da Justiça “ordenou e ordenou bem” a auditoria.
“ Já disse que estou absolutamente tranquilo e ainda bem que todas essas auditorias, investigações, averiguações e audições se façam, para que no final a verdade de tudo venha ao de cima” disse.
O ministro salientou ainda que está “desejoso”, se for necessário, de colaborar e contribuir com o seu conhecimento para essas questões.
A 17 de julho, a PJ anunciou que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna Luís Neves.
No mesmo dia, a Procuradoria-geral da República confirmou “a existência de um inquérito relacionado com bens apreendidos à ordem do processo designado Operação Pacoba ”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.