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Ex-conselheiro de Zelensky condenado a 11 anos de prisão na Rússia

RTP Notícias - Mundo ·
Ex-conselheiro de Zelensky condenado a 11 anos de prisão na Rússia

Um tribunal russo condenou à revelia Oleksi Arestovich, antigo conselheiro do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, a 11 anos de prisão, por disseminar "propaganda terrorista" e "informações falsas" sobre as Forças Armadas russas.

"Por todos os crimes, Oleksi Arestovich é condenado a 11 anos de prisão", sentenciou na sexta-feira o juiz, que estipulou que os primeiros três anos devem ser cumpridos em regime fechado e os restantes numa colónia penal de regime geral.

Oleksi Arestovich não se encontra atualmente na Rússia e reside sobretudo nos Estados Unidos, noticiou a agência Europa Press.

Além disso, o tribunal determinou que durante quatro anos Arestovich não pode gerir `sites` e canais `online`.

Arestovich foi julgado com base em vários artigos do Código Penal russo, incluindo os que penalizam a incitação pública a atividades terroristas através da Internet e os que criminalizam a disseminação deliberada de informações falsas sobre as Forças Armadas da Rússia.

A acusação apontava que Arestovich tinha publicado um vídeo nas redes sociais a incitar à destruição de linhas férreas utilizadas para abastecer as tropas russas na linha da frente no conflito contra a Ucrânia.

Em 2023, as autoridades russas incluíram-no na sua lista de "terroristas e extremistas".

Arestovich, que também é ator e blogger, trabalhou para os serviços de informações ucranianos e serviu como conselheiro de Zelensky entre dezembro de 2020 e janeiro de 2023.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Mundo.

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