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APA garante viabilidade ambiental do projeto do elétrico 16E em Lisboa

Notícias ao Minuto - País ·
APA garante viabilidade ambiental do projeto do elétrico 16E em Lisboa

A s garantias foram dadas durante uma sessão pública de esclarecimento promovida hoje pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no âmbito da consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), que decorre até 30 de setembro.

Durante a sessão foram apresentados os principais impactos identificados para o projeto, nomeadamente a necessidade de transplante de árvores, a perda de lugares de estacionamento na zona do Parque das Nações, o aumento do ruído e das vibrações, a emissão de poeiras e alterações temporárias nas acessibilidades.

Os responsáveis pelo projeto reconheceram também impactos na paisagem urbana, decorrentes da instalação das linhas, estações e catenárias, bem como possíveis efeitos na mobilidade, no bem-estar das populações e na segurança durante a fase de construção.

Segundo a informação divulgada, a necessidade de transplante de árvores abrange as várias soluções de traçado, nomeadamente na Avenida Infante Dom Henrique, Avenida Dom João II e Alameda dos Oceanos, tendo sido explicado que esses impactos, apesar de potencialmente significativos, poderão ser compensados e minimizados nas fases seguintes do projeto.

No entanto, a sessão ficou marcada por críticas e preocupações, de alguns moradores, relacionadas com a perda de lugares de estacionamento, ruído e vibrações, nas zonas habitacionais próximas do traçado.

"Vocês vão assassinar o Parque das Nações", afirmou um dos moradores, enquanto outro questionou a necessidade de introduzir mais um meio de transporte para a Baixa de Lisboa.

Aos impactos negativos identificados foram contrapostos os benefícios esperados com a entrada em funcionamento do 16E, nomeadamente uma redução estimada de cerca de 4.800 veículos por dia e de 124 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono.

Os promotores sublinharam ainda que a concretização deste projeto é também uma oportunidade para requalificar a zona Oriental de Lisboa e assegurou que "deixa em aberto" futuras ligações a outras zonas da cidade.

Anunciado em abril de 2025, o projeto do elétrico 16E pretende "reforçar a ligação da zona mais oriental da cidade (Parque Tejo) ao centro de Lisboa, através de um elétrico rápido na modalidade de metro ligeiro de superfície", num percurso com cerca de 11 quilómetros (km), com 17 paragens.

O futuro elétrico 16E "promete ligar em 15 minutos a Praça do Comércio à zona sul do Parque das Nações (22 minutos à zona central do Parque das Nações)", funcionando "em canal 100% dedicado", atravessando a cidade "sem depender do trânsito e sem barreiras no percurso", com uma velocidade média de referência de exploração de 25 quilómetros por hora, e assumindo-se a existência de catenária ao logo de todo o traçado.

Segundo informação no 'site' Participa, prevê-se a utilização de um total de 28 elétricos, cada um com capacidade máxima de 220 pessoas, material circulante idêntico ao recentemente adquirido à empresa espanhola CAF pela Carris, "caracterizado por veículos articulados em cinco módulos, com comprimento total de 28,5 metros".

O projeto resultará de um investimento de 160 milhões de euros, com cofinanciamento europeu, estimando-se benefícios "avaliados em 298 milhões de euros, considerando m

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