terça-feira, 20 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Economia

Riqueza líquida das famílias sobe 67% em termos nominais entre 2010 e 2025

Jornal Económico ·
Riqueza líquida das famílias sobe 67% em termos nominais entre 2010 e 2025

A riqueza líquida das famílias portuguesas aumentou 67% entre 2010 e 2025, para 1.196 mil milhões de euros, sobretudo devido aos imóveis e ativos financeiros, mas manteve-se estável em percentagem do PIB, divulgou hoje o BdP.

“Em 2025, a riqueza líquida das famílias ascendia a 1.196 mil milhões de euros, mais 480 mil milhões do que em 2010”, aponta uma análise do Banco de Portugal (BdP) sobre a evolução do património financeiro das famílias.

Contudo, e “apesar do aumento expressivo em termos nominais, a riqueza líquida das famílias evoluiu, em larga medida, em linha com a evolução da economia”, acrescenta.

Assim, em 2025 a riqueza líquida das famílias – ou seja, o valor do seu património depois de deduzidas as dívidas – representava cerca de 390% do Produto Interno Bruto (PIB), menos dez pontos percentuais do que em 2010.

O valor mais elevado deste indicador foi registado em 2020, quando a riqueza líquida atingiu cerca de 433% do PIB, “refletindo sobretudo a redução da atividade económica durante a pandemia”.

De acordo com o BdP, os imóveis residenciais continuaram a representar a maior parte do património das famílias, seguidos dos depósitos e das participações em capital, que ganharam peso ao longo deste período.

Entre 2010 e 2025, o valor dos imóveis aumentou quase 50%, passando de 473 para 708 mil milhões de euros, em linha com a evolução das contas nacionais, que servem de referência às estatísticas de distribuição da riqueza.

“Este aumento refletiu, sobretudo, a valorização dos imóveis ao longo do período”, nota o BdP, precisando que “ainda assim, o seu peso nos ativos das famílias diminuiu de 54% para 52%, à medida que outras componentes do património ganharam importância relativa”.

A seguir aos imóveis destacam-se as participações em capital (incluindo empresas familiares) e os depósitos, que em 2025 representavam, cada um, 19% do total dos ativos das famílias, comparativamente com 14% e 16%, respetivamente, em 2010.

Os depósitos continuavam, aliás, a ser a principal aplicação financeira, embora a composição dos ativos financeiros “se tenha tornado mais diversificada”, indica o BdP.

Em 2025, a dívida das famílias continuava, sobretudo, associada ao crédito à habitação, cujos empréstimos representavam 77% do total dos passivos, contra 82% em 2010.

Da análise do Banco de Portugal resulta ainda que, entre 2010 e 2025, a riqueza líquida continuou “distribuída de forma desigual” entre as famílias portuguesas, com os 10% de famílias com maior riqueza a concentrarem 59% da riqueza líquida total, enquanto os 50% com menor riqueza líquida detinham 6%.

O BdP concluiu também que a composição do património das famílias varia consoante o seu nível de riqueza, tendo as famílias com maior nível de riqueza um portefólio mais diversificado.

Ler a notícia completa no Jornal Económico ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

Este assunto em outros veículos

Mais de Jornal Económico

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›