Dona da maior central solar portuguesa espera decisão em setembro para “rentabilizar” projeto
A empresa portuguesa Solara4 , que detém a maior central solar em Portugal , espera obter em setembro uma decisão final sobre o processo que lhe permite “rentabilizar” o parque de 220 megawatts em Alcoutim , no Algarve.
A sociedade que a controla, a insolvente Welink Energy Portugal 2 UK Limited, pretende acelerar o processo de licenciamento para criar um parque eólico e vai pedir uma reunião com a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
“ Sendo um projeto PIN [Potencial Interesse Nacional] desde o início do ano passado, pretendemos reunir com a AICEP para perceber se alguma coisa ainda pode ser feita ”, disse ao ECO o diretor geral da Welink em Portugal, Hugo Paz, mostrando-se crente de que “ainda vai ser possível licenciar” o parque eólico.
“Confio que essa avaliação possa ser feita adequadamente e que muito em breve se possa concretizar, tornando o projeto híbrido.
Foi-nos dito que em setembro iriam ser definidos os procedimentos com os quais permitiria avançar”, afirmou, referindo-se ao aval da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em conjunto com o Governo.
PLMJ assessora Welink Energy Ler Mais A Welink Energy Portugal 2 UK Limited entrou em insolvência , após dois anos de atrasos nesta hibridização da central – expandi-la do solar para eólico e baterias -, efeitos dos preços da eletricidade no mercado ibérico, problemas técnicos e um diferendo judicial com o empreiteiro, como avançou esta segunda-feira o jornal Expresso .
A construtora chinesa CTIEC – China National Building Material Group Corporation, que foi contratada em 2017, viu o contrato rasgado e reclama uma dívida de 143 milhões de euros .
Segundo Hugo Paz, a “central está em operação com alguns defeitos, que estão a ser resolvidos pela nova administração”, embora não haja risco de parar.
“Estamos a colaborar na medida possível para proteger o valor da central e que ela funcione da melhor maneira possível”, afirma, culpabilizando a CTIEC, que “não cumpriu integralmente as condições do contrato”, pelas alegadas falhas técnicas.
Questionado sobre se está em cima da mesa a hipótese de venda da central, como aconteceu no passado, o gestor admitiu que “seja uma opção que têm que ter em conta”, mas não lhe cabe tomar uma decisão, porque “os bancos tomaram o controlo e são eles que terão de encontrar a melhor solução para o projeto”.
Atualmente, a sua gestão operacional e técnica foi transferida para as empresas especializadas Exus e Enertis, na sequência de a casa-mãe da Solara4 estar sujeita a um processo jurídico britânico de Administration , ao abrigo do Insolvency Act 1986.
É um processo demasiado moroso.
Gostaríamos que estes processos fossem mais céleres para ter mais previsibilidade e tomarem-se as melhores decisões.
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