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Síria condena "entrada ilegal" de ministro da Defesa israelita no sul

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Síria condena "entrada ilegal" de ministro da Defesa israelita no sul

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio criticou "a passagem das fronteiras internacionais da Síria" por parte de Israel Katz, "em flagrante violação da soberania e integridade territorial do país".

No comunicado, pediu à comunidade internacional que tome "as medidas necessárias" para Israel cessar as suas "repetidas violações" na Síria, onde mantém posições militares desde a queda do regime do ex-presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024.

O ministro da Defesa israelita visitou as tropas estacionadas no país vizinho, reiterando a determinação de manter forças na região enquanto persistirem "ameaças" à segurança de Israel.

A visita de Israel Katz aconteceu poucos dias depois de o comandante do exército, Eyal Zamir, se ter deslocado também à região e uma semana após o bombardeamento israelita contra a base aérea de Abu Duhur, no noroeste da Síria.

Israel alega que uma comitiva turca esteve presente naquela base e que o ataque teve como objetivo enviar um aviso sobre o reforço militar de Ancara na Síria.

A Turquia negou qualquer presença no local e indicou que não vai abdicar de apoiar as autoridades de Damasco, com as quais tem mantido projetos de cooperação militar.

Israel lançou centenas de ataques aéreos durante as operações de uma coligação rebelde que em dezembro de 2024 derrubou Bashar al-Assad, visando alvos das forças regulares afetas ao regime sírio.

Em simultâneo, estacionou tropas no sul da Síria, numa zona tampão sob supervisão da ONU junto dos Montes Golã, ocupados por Israel desde 1967.

"Estão a ser realizadas aqui diariamente atividades para frustrar ameaças, eliminar os restos do antigo regime e impedir a perigosa consolidação do novo poder", afirmou hoje Katz num vídeo sobre a visita divulgado pelo seu gabinete.

O ministro reforçou que, "enquanto houver ameaças", as forças israelitas permanecerão na região para garantir a segurança do seu país.

"É o que temos feito até agora e é o que pretendemos continuar a fazer no futuro", acrescentou, deixando "uma mensagem clara" para o antigo comandante rebelde e atual Presidente de transição sírio, Ahmad al-Sharaa.

"Quando o senhor acordar de manhã no seu palácio em Damasco, olhar para o Monte Hermon e vir o exército israelita, saberá que estamos lá para proteger as nossas comunidades e a nossa fronteira", declarou Katz a propósito do estratégico pico de 2.814 metros de altitude, na confluência dos territórios da Síria, do Líbano e dos Montes Golã anexados, que oferece uma panorâmica sobre vastas regiões, incluindo a capital síria.

O bombardeamento realizado há uma semana na Síria gerou fortes protestos de Damasco, de Ancara e do mundo árabe e também tensão entre o enviado norte-americano para a Síria e as autoridades de Telavive.

O norte-americano Tom Barrack associou o bombardeamento da base aérea a uma postura eleitoralista do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a dois meses das legislativas no seu país, e criticou uma "escalada desnecessária que não favorece de modo algum a estabilidade regional".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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