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Guterres condena ocupação israelita "inaceitável" de centro da UNRWA

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Guterres condena ocupação israelita "inaceitável" de centro da UNRWA

"O secretário-geral condena veementemente as ações de hoje das autoridades israelitas, incluindo as forças de segurança, que entraram e permaneceram ilegalmente no Centro de Formação de Qalandiya da UNRWA, na Jerusalém Oriental ocupada, e realizaram trabalhos não autorizados nestas instalações", indicou hoje o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em comunicado.

De acordo com a ONU, os funcionários da UNRWA estavam nas instalações do centro no momento da entrada não autorizada das autoridades israelitas.

Guterres "está profundamente alarmado com este acontecimento", uma vez que irá privar jovens da formação profissional que estavam a receber, explicou Dujarric.

Há mais de 70 anos que o centro apoia milhares de refugiados palestinianos através de formação profissional e encaminhamento para o mercado de trabalho, segundo a ONU.

As ações de hoje representam o quinto caso de entrada não autorizada das autoridades israelitas no centro de Qalandiya desde maio deste ano.

Seguem-se "a outras violações inaceitáveis da inviolabilidade e interferências nas instalações da UNRWA em Jerusalém Oriental ocupada, incluindo a apreensão e demolição do complexo Sheikh Jarrah, assim como o corte no fornecimento de água e eletricidade a várias instalações da UNRWA", acrescentou o porta-voz, citado na nota informativa.

O Centro de Formação de Qalandiya e outras instalações da UNRWA são propriedade das Nações Unidas.

E, por isso, "são invioláveis e imunes a qualquer forma de interferência", sublinhou ainda o porta-voz de Guterres.

"Estas ações contra as instalações da UNRWA são totalmente inaceitáveis e incompatíveis com as claras obrigações de Israel perante o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas e a Convenção sobre os Privilégios e Imunidades das Nações Unidas", acrescentou Dujarric.

Nesse sentido, Guterres instou hoje o Governo de Israel "a cessar imediatamente a interferência nas instalações da UNRWA, a desocupar, devolver e restituir todas as instalações afetadas às Nações Unidas sem demora e a proteger essas instalações de novas interferências ou danos".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assumiu hoje que ordenou a operação, ao abrigo da legislação aprovada por Israel para impedir as atividades daquela agência da ONU.

"O Estado de Israel não permitirá que uma organização cujos funcionários estiveram envolvidos em terrorismo e no massacre de 07 de outubro [de 2023] opere no seu território e agirá contra ela com todos os meios ao seu dispor", acrescentou o chefe de Governo israelita.

Segundo a agência das Nações Unidas, pelo menos quatro veículos blindados e mais de 50 elementos das forças de segurança israelitas entraram à força no complexo por volta das 10:00 locais, quando se encontravam no interior das instalações aproximadamente 20 funcionários.

Israel autorizou entretanto um plano para construir no local um novo complexo com escolas, uma mesquita, instalações desportivas e unidades de saúde, além de novas infraestruturas rodoviárias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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