A carne vai ficar (ainda) mais cara em Portugal
Aumentar o preço da carne e derivados é “inevitável”. Associação lembra preços dos combustíveis e critica GNR.
Um aviso recente já tinha sido deixado, nesta semana: ir às compras vai ficar mais caro em Portugal, por causa dos preços dos combustíveis.
Agora é lançado outro aviso, mais específico: sobre a carne (e produtos derivados). Que “inevitavelmente” vai ficar mais cara.
A Associação Portuguesa dos Industriais de Carne (APIC) indica que as empresas do setor já estão a ver os seus custos aumentar.
“Estamos preocupadíssimos. Todos os produtos que são vendidos nas indústrias da carne necessariamente têm custos acrescidos. Os fatores de produção aumentam”, disse Graça Mariano, da APIC, na rádio Renascença .
Como é praticamente impossível manter o negócio sem subir o preço final, Graça avisa: “Neste contexto, parece-nos inevitável que tenha que aumentar, senão as indústrias não conseguem ser sustentáveis do ponto de vista económico”.
Graça Mariano não consegue dizer quando e quanto os preços vão subir; é uma decisão de cada empresa.
Mas reforça a ideia: “Os associados, o que me dizem, é que é inevitável” aumentar os preços.
Segundo a APIC, há excesso de zelo das autoridades ao aplicar a legislação europeia: “Em Portugal é muito mais difícil produzir do que nos outros Estados-membros, embora tenhamos uma legislação harmonizada, porque em Portugal há sempre mais exigências, há sempre mais requisitos que nem sempre se revertem numa mais-valia em termos de segurança dos alimentos.”
Um dos alvos das críticas é a GNR – Guarda Nacional Republicana que, em operações de fiscalização rodoviária, está “em cima” de veículos de transporte de carne e outros produtos alimentares.
De acordo com Graça Mariano, os agentes da GNR não deveriam fazer controlos na área da segurança alimentar – são da responsabilidade de outras autoridades: “A GNR manda parar os carros pelas situações que são, pelas competências que têm, como o peso, se tem seguro, os pneus, etc., etc., e aproveitam e mandam abrir os camiões. Temos até a GNR a fazer controlos oficiais, que não podem ser oficiais, porque não tem competência para isso. Fazem controlos em termos alimentares na estrada. Isto é lamentável.”
E ainda há outro problema, avança a responsável da APIC: agentes da GNR que entram nos veículos sem cumprir todos os procedimentos de higiene. “Depois, até querem entrar sem farda, portanto, como não têm experiência, nem sequer percebem que é necessária a higiene redobrada. E começam a levantar autos”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em zap.aeiou.pt — o conteúdo pertence a ZAP.