Empresas pedem honorários mais baixos aos consultores devido à IA
O impacto da inteligência artificial (IA) na auditoria, contabilidade e consultoria vai além da digitalização , reconfiguração das carreiras ou atratividade da profissão para os novos talentos .
As empresas estão mesmo a exigir a revisão dos honorários cobrados a consultores por causa dos ganhos de produtividade obtidos pela tecnologia , reporta o jornal Financial Times .
As Big Four e outras consultoras, como a Accenture, encontram-se em rota de colisão com os seus clientes em relação ao custo dos grandes projetos tecnológicos que pretendem desenvolver.
Na prática, as empresas procuram na IA uma forma de reduzir as despesas com consultores externos ou querem que esses mesmos consultores a utilizem e terminem o projeto em menos tempo.
Pequenas auditoras usam a IA para ameaçar as “big four” Ler Mais O tema tem sido uma constante neste setor, nos últimos anos, mas agora, numa série de entrevistas ao jornal britânico, multinacionais de renome admitiram estar a exigir valores mais baixos, a internalizar o trabalho e/ou a recorrer a ferramentas de IA e softwares que requerem menos integração.
Ou seja, ao contrário do que, historicamente, tem acontecido: contratarem grandes equipas para integrar plataformas de TI com sistemas antigos.
Na farmacêutica Bayer, existem 30 agentes de IA a apoiar em código e testes para ter “um número significativamente menor de consultores no programa a realizar uma implementação”.
“Os recursos de consultoria vão ser necessários em números muito diferentes e também com competências diferentes.
O consultor tradicional, tal como o conhecemos hoje, terá certamente de mudar.
Serão necessários cada vez menos consultores”, disse Jochen Kamp, que lidera uma reformulação de TI na Bayer.
Já o diretor financeiro da tecnológica SAP, Dominik Asam, previu que o desenvolvimento da IA “deslocaria massivamente” partes da consultoria.
Quanro ao Commerzbank, por exemplo, planeia investir 600 milhões de euros em IA até 2030 para poupar 500 milhões de euros anuais, que, segundo o banco alemão, advirão em parte dos seus gastos com consultoria .
A situação é semelhante na auditoria e com as próprias Big Four .
No início deste ano, veio a público que a KPMG International pediu à empresa que lhe faz auditoria, a Grant Thornton, para baixar os honorários com o argumento de que a IA torna o trabalho mais barato .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.