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O futuro não pode esperar

Diário de Notícias ·
O futuro não pode esperar

Há assuntos que a política pode adiar.

O futuro da Segurança Social não será seguramente um deles.

O debate regressou à atualidade depois da apresentação, na semana passada, do relatório Reformar as Pensões em Portugal: Por um sistema sustentável, adequado e justo – Um contrato entre gerações , elaborado por um grupo de trabalho coordenado por Jorge Bravo e encomendado pelo Governo.

O documento propõe mudanças profundas na arquitetura do sistema de pensões e abriu uma discussão que está longe de ser apenas técnica.

O Governo já afastou a possibilidade de avançar nesta legislatura com uma reforma estrutural da Segurança Social.

Esta segunda-feira, foi a vez de o PS subir o tom.

O partido acusou o Executivo de “criar medo” em torno do futuro das pensões e anunciou que pretende chamar ao Parlamento a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, para prestar esclarecimentos.

É legítimo que a oposição questione.

É obrigação do Governo esclarecer.

Mas seria um erro se mais uma discussão essencial para o futuro do país acabasse reduzida ao confronto partidário sobre quem quer cortar pensões, quem pretende aumentar a idade da reforma ou quem está a assustar os portugueses.

O problema existe independentemente de quem governa.

E continuará a existir depois desta legislatura.

Portugal é um país envelhecido.

Vivemos mais anos – uma das maiores conquistas das sociedades modernas –, mas temos simultaneamente de encontrar forma de garantir que uma população progressivamente mais envelhecida pode contar com pensões adequadas sem comprometer a sustentabilidade financeira do sistema que as paga.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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