Mãos ao ar: o Governo apontou à Segurança Social
A Segurança Social tem um Fundo de Estabilização Financeira com quase 50 mil milhões de motivos de interesse.
Não falta quem tenha ideias sobre formas de “rentabilizar” aquele dinheiro das pensões dos actuais e futuros pensionistas.
Nem falta quem queira fazer das pensões um negócio milionário de alto risco.
Rentabilizar tem, neste contexto, o sentido de pôr o dinheiro da Segurança Social nas mãos de fundos de investimento e outros especuladores e permitir a sua utilização para todo o tipo de actividade especulativa.
Privatizar o sistema de pensões é um negócio milionário para os especuladores, mas de alto risco para os trabalhadores que, do dia para a noite, arriscam ficar sem um cêntimo da sua pensão em consequência das aventuras financeiras especulativas feitas com os seus descontos.
O assalto à Segurança Social foi encomendado pela Comissão Europeia e decidido pelo Governo, mas está a ser disfarçado.
A Comissão Europeia assumiu, no início do seu mandato, essa orientação de assalto e privatização dos sistemas públicos de Segurança Social.
Chamou-lhe “União das Poupanças e Investimentos” e encarregou a Comissária portuguesa – Maria Luís Albuquerque – da sua preparação.
No Parlamento Europeu, o processo legislativo está em curso.
Em Portugal, o Governo faz de conta que ainda está a decidir o que fazer.
Por isso encomendou o estudo que agora usa como pretexto para as decisões políticas.
O responsável pelo estudo – Jorge Bravo – fez uma avaliação da Segurança Social a pedido do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas nos tempos da troika e chumbou rotundamente, prevendo défices onde afinal houve superávites.
Volta agora, como repetente, depois de ter continuado a acumular currículo trabalhando para quem faz lucros com o negócio das pensões e das poupanças.
Também desta vez decidiu a moldura que era mais conveniente para depois pintar o quadro como o Governo pretendia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.