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Martim, boa noite mais uma vez. Começamos com o Chega, que pede a exoneração do ministro da Administração Interna.
Numa iniciativa parlamentar entregue hoje à Assembleia da República, o partido recomenda ao primeiro-ministro a exoneração de Luís Neves do cargo de ministro da Administração Interna para salvaguardar o prestígio e o regular funcionamento das instituições. No documento, o Chega afirma que a continuidade de Luís Neves no Executivo é insustentável perante indícios de irregularidades no cumprimento das obrigações legais e na gestão dos dinheiros públicos. O partido de André Ventura cita as auditorias do Tribunal de Contas aos anos em que Luís Neves foi diretor da PJ e aponta que o governante esteve vários anos sem entregar a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional. A iniciativa do Chega surge na sequência de um acumular de polémicas a envolver o ministro da Administração Interna, a última delas a ser uma investigação da TVI, CNN e do "Jornal do Sol", segundo a qual Luís Neves mantém a viatura de serviço que conduzia quando era diretor da Polícia Judiciária, que terá sido cedida ao ministério em regime de comodato, ou seja, num empréstimo de forma gratuita.
E antes deste pedido de exoneração do Chega, André Ventura já tinha considerado que esta nova polêmica a envolver Luís Neves torna ainda mais evidente, Martim, a falta de credibilidade do ministro.
Em conferência de imprensa esta tarde, André Ventura afirma que os portugueses não compreendem a razão para o ministro da Administração Interna ainda se manter no cargo e pede uma ação rápida a Luís Montenegro.
O nível de sórdido está na incapacidade de se perceber que este ministro já não existe. Estamos numa fase em que precisamos de um ministro que exista, da Administração Interna. Estamos numa fase de incêndios, estamos numa fase de risco de segurança. Precisamos de um ministro da Administração Interna e não o temos. É caso para dizer, até o secretário-geral do Partido Socialista já percebeu que não podia manter-se na mesma posição de silêncio e de cumplicidade que estava a ter. Se o primeiro-ministro não percebe isto, é o arrastar da promiscuidade a cada dia que passa.
O líder do Chega insiste na necessidade de realizar uma comissão parlamentar de inquérito para esclarecer todas estas polémicas e também sobre este caso falou esta tarde o secretário-geral do PS. Diz que quer uma boa explicação do ministro. José Luís Carneiro lembra que as viaturas públicas não devem ser usadas para fins pessoais.
E em reação a esta nova polêmica a envolver Luís Neves, o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, diz que a cedência de uma viatura apreendida pela PJ ao Ministério da Administração Interna não é inédita.
O porta-voz do PSD falou também sobre a nova polêmica a envolver o ministro da Administração Interna, que conduz um carro apreendido pela Polícia Judiciária que já utilizava quando era diretor nacional da força policial.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.