A NATO prepara-se para uma guerra. Putin já trava outra
O general Alexus Grynkewich, comandante supremo dos Aliados na Europa (SACEUR), afirmou esta semana que a NATO está pronta para combater “esta noite”, se for atacada.
No Fórum de Segurança de Varsóvia, expôs a sua “teoria da vitória”: travar o ataque inicial, impedir o avanço do adversário e, se necessário, destruir a sua capacidade de combate com sistemas autónomos e força militar.
Foi um discurso necessário.
O SACEUR cumpriu o seu papel ao lembrar aos aliados e aos adversários que a dissuasão convencional é credível e que a resposta ao abrigo do Artigo 5.º será imediata.
No Diário de Notícias de 25 de setembro, em “O cerco russo e a resposta da Europa” , analisei um tema similar.
Os nossos diagnósticos convergem.
Grynkewich enumerou as violações do espaço aéreo, sabotagens, incêndios criminosos e ciberataques.
A esse quadro acrescentam-se as perturbações na navegação por satélite, os danos em cabos submarinos, a instrumentalização de migrantes e a propaganda.
É a mesma campanha persistente da Rússia contra a Europa, calibrada para operar abaixo do limiar da guerra convencional.
Coincidimos também quanto à Ucrânia: o general pediu mais apoio militar para Kiev.
O meu texto sublinhava que a Ucrânia é, de facto, a primeira linha de defesa do nosso continente.
Existe, porém, uma diferença de ênfase.
A “teoria da vitória” responde ao cenário que Moscovo procura evitar: o confronto direto com a NATO.
O próprio Grynkewich não antecipa uma ofensiva iminente, e vários serviços de informações consideram-no improvável enquanto a Rússia estiver enredada na agressão contra a Ucrânia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.