Empresa na hora? Só daqui a alguns meses. Registos Comerciais têm mais de dois mil dias de atraso
O ano era 2005 e o futuro já parecia ter chegado a Portugal: passou a ser possível criar uma “Empresa na Hora”, com a inauguração do serviço com este nome.
Mais de 20 anos depois, o “na hora” passou para meses ou até mais .
O serviço é um dos mais difíceis para se conseguir um agendamento no Instituto dos Registos e Notariado (IRN), sem contar o tempo de espera do processo, que pode levar anos.
Ao tentar efetuar uma marcação presencial no portal SIGA, percebemos que a forma mais rápida é apanhar um avião e viajar a Ponta Delgada, nos Açores.
O balcão tem data disponível para 16 de setembro.
Caso não estejam reunidas as condições para sair do território continental, é preciso esperar até 1 de outubro .
Nesta data, é possível em Viseu - uma espera de 43 dias.
Se a pessoa que deseja abrir a empresa na hora residir em Lisboa, por exemplo, não há nenhum horário nos próximos meses.
O mesmo para Braga, Ilha das Flores, Ilha do Faial e Porto, que nem sequer têm uma previsão de data disponível de acordo com o portal de agendamento .
Nos distritos/concelhos com marcações disponíveis nos meses seguintes, o tempo de espera é igualmente elevado: Évora (66 dias), Loulé (70 dias) e Portalegre (79 dias).
O DN enviou à Direção do Instituto dos Registos e Notariado (IRN) pedidos de informação sobre o tema, mas não teve resposta até ao fecho desta edição .
No terreno, profissionais que lidam com os serviços diariamente confirmam ao DN a dificuldade para conseguir um agendamento, sem contar a demora para o andamento dos processos em todas as áreas.
Para agravar a situação, dezenas de balcões estão com atendimentos condicionados, de acordo com informação pública disponível no site do IRN .
Pelo menos 59 balcões estão com atendimento condicionado neste mês de agosto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.