Israel reclama morte de 3 membros do Hamas em ataque aéreo na Cisjordânia
E m comunicado, as duas entidades relataram a realização de uma operação conjunta que matou os três palestinianos, entre os quais Qais Bitawi, apresentado como um familiar de Noor Bitawi, antigo líder da "rede terrorista de Jenin, que foi eliminado pelas forças de segurança israelitas em maio de 2025", durante a operação "Muro de Ferro" contra campos de refugiados no norte do território.
As autoridades militares israelitas acusam Qais Bitawi de participar em "atividades terroristas", incluindo dirigir, financiar e realizar "ataques contra civis e forças de segurança israelitas".
Bitawi tinha "ligações com o Hamas na Faixa de Gaza e com membros do Hamas no estrangeiro" e estava alegadamente "envolvido na execução de atividades terroristas em grande escala", segundo o exército de Israel.
O Hamas lamentou pelo seu lado a morte de três "mártires" e afirmou que "a Cisjordânia continuará a ser uma fonte de revolucionários e de heroísmo".
O grupo palestiniano, que governa a Faixa de Gaza desde 2007, referiu-se a "um massacre perpetrado por um ataque aéreo das forças de ocupação" em Jenin, que "só irá inflamar ainda mais a raiva e as tensões".
Segundo meios de comunicação social palestinianos e israelitas, o ataque foi realizado com um drone contra uma casa em construção em Jenin, tendo o exército relatado que encontrou posteriormente armas num veículo no local.
O Crescente Vermelho Palestiniano, organização federada da Cruz Vermelha, informou que as forças israelitas detiveram brevemente as suas equipas após chegarem ao local do ataque, confiscando o seu equipamento médico e ordenando-lhes que partissem sem retirar qualquer vítima.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o seu ministro da Defesa, Israel Katz, já felicitaram o exército pela operação.
"Não esperamos que o terrorismo ataque. Nós caçamo-lo, invadimos os seus bastiões e neutralizámos os seus apoiantes", comentou Katz.
Embora a violência e as operações militares terrestres israelitas sejam frequentes na Cisjordânia, os bombardeamentos são raros no território palestiniano ocupado, apesar do aumento significativo da violência desde os ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
No âmbito da operação "Muro de Ferro", foram enviados tanques para Jenin, cidade conhecida como um foco de militância palestiniana.
Esta operação em grande escala resultou na deslocação de quase 40.000 pessoas dos campos de refugiados, segundo dados da ONU.
Desde 1967 que Israel ocupa a Cisjordânia, sede da Autoridade Palestiniana, onde mais de 500 mil israelitas vivem em colonatos ilegais ao abrigo do direito internacional, ao lado de três milhões de palestinianos.
Os Acordos de Oslo, assinados na década de 1990, concederam uma autonomia limitada à Autoridade Palestiniana, cujo movimento no poder, Fatah, é rival do Hamas.
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