Ex-ministro da Defesa afastado por Zelensky vai ser conselheiro em Itália
S egundo Fedorov, que foi afastado do cargo por Zelensky no âmbito de uma controversa remodelação governamental, o ministro da Defesa italiano propôs-lhe que se tornasse "o seu conselheiro em matéria de inovação no domínio da defesa".
"Nessa qualidade, ajudarei a Itália a desenvolver tecnologias adaptadas à guerra moderna, a melhorar o seu setor da defesa e a adaptar-se aos novos desafios globais em matéria de segurança" , precisou Fedorov nas redes sociais.
Fedorov afirmou, no entanto, que "continua a trabalhar na Ucrânia em projetos que reforçam a defesa do país e contribuem para atrair recursos internacionais".
O ex-ministro precisou que iniciou, juntamente com a sua equipa, "uma digressão internacional dedicada ao desenvolvimento de novos projetos nas áreas da digitalização e das tecnologias de defesa".
Na terça-feira, Fedorov foi citado para comparecer perante a comissão parlamentar que investiga casos de alegada corrupção durante a vigência da lei marcial.
A convocatória, divulgada pelo deputado Alexei Goncharenko, ficou marcada para a próxima segunda-feira, dia 31 de agosto.
Goncharenko disse que a citação já foi enviada a Fedorov no âmbito das investigações sobre possíveis violações das leis de defesa.
As investigações realizam-se também no âmbito da legislação que estabelece os direitos e liberdades civis durante a lei marcial decretada em resposta à invasão russa, que começou em fevereiro de 2022.
"A presença [de Fedorov] é necessária para prestar explicações e esclarecimentos no âmbito da investigação das informações relativas à operação 'Midas'", afirmou o deputado.
A operação em causa foi lançada em novembro de 2025, pelo Departamento Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO).
Fedorov, 36 anos, foi ministro da Defesa entre janeiro e julho de 2026, depois de ter sido, durante três anos, responsável pela área da transformação digital.
Mikhaylo Fedorov, defensor da utilização das novas tecnologias no campo de batalha, nomeadamente dos drones, foi demitido após entrar em conflito com o comandante do exército ucraniano, que entretanto foi substituído por Zelensky.
Fedorov desafiou posteriormente abertamente Zelensky, multiplicando as intervenções públicas para denunciar a corrupção e a "cultura da mentira" na Ucrânia.
Apelou também à realização de eleições na Ucrânia, apesar de a lei marcial instaurada após a invasão russa de 2022 impedir qualquer votação.
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