Negacionista francês condenado por rejeitar existência de câmaras de gás
J á com dez condenações no seu cadastro judicial, entre 2006 e 2025, por contestação da existência de crimes contra humanidade, Vincent Reynouard voltou a ser considerado culpado por esta infração por artigos publicados no semanário de extrema-direita Rivarol entre outubro de 2024 e janeiro de 2025.
Nos artigos em causa, o autor qualifica as câmaras de gás nos campos de concentração nazis como "propaganda soviética".
"Ao negar a existência das câmaras de gás, símbolo da exterminação dos judeus, o detido contesta a existência da Shoah através de uma das suas principais modalidades", considerou o tribunal.
Vincent Reynouard foi também considerado culpado de injúria antissemita, por ter acusado nos mesmos textos ' o judeu' de ser um 'agente patogénico'.
Sem residência própria, Reynouard vive com o diretor do Rivarol, Jérôme Bourbon.
Enquanto diretor do título, que vende 1.300 exemplares por semana, Bourbon, que tem 22 registos no seu cadastro judicial, foi condenado a sis meses de prisão domiciliária.
Os dois devem pagar solidariamente 1.500 euros a cada parte civil, o Observatório Judeu de França, a Liga Contra o Racismo e o Antissemitismo e a Organização Judia Europeia.
A Shoah (Catástrofe em Hebreu) refere-se à exterminação sistemática, feita pela Alemanha nazi e os seus colaboradores, contra o povo judeu durante a II Guerra Mundial, que levou à eliminação de seis milhões de judeus, correspondentes a dois terços dos judeus europeus e 40% da sua população mundial.
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