Porsche apresenta desportivo acima do 911 a 15 de Outubro
A Porsche apresentou o Mission E em 2015, um protótipo de uma berlina desportiva eléctrica que, em 2019, deu origem ao Taycan. Agora, a 15 de Outubro, vai revelar o Mission S, um superdesportivo com motor central, que se assume como um sucessor de modelos como o Carrera GT e o 918 Spyder. Na gama da marca, o novo modelo será posicionado acima do 911, mas ultrapassando-o em potência e em eficiência.
O novo Mission S, independentemente da denominação que irá assumir mais tarde como modelo de produção em série, encaixa-se na estratégia Sports Car Factory 2035, que consiste em fabricar apenas cerca de 200.000 carros por ano (em vez dos cerca de 300.000 que, em média, produziu anualmente nos últimos anos), mas tornando-os mais sofisticados para os vender mais caros e com uma margem de lucro superior. Mas aparentemente há alterações na estratégia, pois o construtor que nas últimas décadas e em busca de lucros fáceis, apostou nos pesados e volumosos SUV Macan e Cayenne, permitindo que representassem 60% das vendas, parece disposto a voltar a conceber superdesportivos, que não só melhorem a imagem do construtor, como façam ainda sonhar os potenciais clientes.
O Mission S vai ser apresentado dia 15 em Nova Iorque, mas ainda não há novidades em relação às mecânicas que irão ser utilizadas. Há contudo a promessa do novo CEO, Michael Leiters, que avançou que defende a solução de manter a “porta aberta” a todas as oportunidades e, sobretudo, às preferências dos clientes. Isto significa que a Porsche deverá conceber uma plataforma que simultaneamente permita a montagem de baterias e motores eléctricos, mas igualmente um motor a combustão idealmente acorado num sistema eléctrico híbrido ou, o mais provável, híbrido plug-in que incremente a potência, um pouco à semelhança do que aconteceu com o 918 Spyder.
O que parece afastado da equação para o Mission S é o motor seis cilindros boxer que caracteriza o 911, uma mecânica incapaz de se bater com os modernos V6 e V8 com a mesma cilindrada utilizados pelos verdadeiros superdesportivos, aqueles com emblemas da McLaren, Lamborghini ou Ferrari. O boxer não levantaria problemas em ser alojado em posição central num superdesportivo, mas tem demasiadas peças móveis e, apesar do brilhantismo dos engenheiros da marca, para ultrapassar a barreira dos 1000 cv o boxer não é a melhor ferramenta.
O Mission S vai revelado na próxima semana, ainda como protótipo, com a versão definitiva, aquela que vai fabricada em série e entregue a clientes, a arrancar em 2028. Se a produção limitada é uma garantia, o difícil é prever já o volume definitivo, consciente de que quanto maior for a produção, menor será o preço (e os lucros). Se tivermos em conta que o Carrera GT de 2003 teve previstas 1500 unidades, tendo acabado por fabricar somente 1270, e o 918 Spyder de 2013 não ultrapassou as 918 unidades que foram agendadas, é possível fazer uma ideia do número de veículos que irão ser postas a circular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.