Compra de 13,7% na REN é "primeira fase" para Estado deter até 20%
N um despacho conjunto dos ministérios das Finanças e do Ambiente e Energia, com data de 06 de julho e que integra o processo de fiscalização prévia da operação remetido ao Tribunal de Contas, o Governo determina que a Parpública proceda à "aquisição de participações sociais" na REN - Redes Energéticas Nacionais "correspondentes a até 20% do respetivo capital social".
Segundo o documento, que tinha sido noticiado pelo Observador, "a operação referida deverá ser, numa primeira fase, concretizada através da aquisição direta à sociedade Pontegadea Inversiones de ações representativas de até 13,7% do capital social da REN".
O negócio com a Pontegadea, sociedade de investimento de Amancio Ortega, fundador da Inditex, foi concluído esta semana, depois de o Tribunal de Contas ter dado visto à operação em 31 de agosto.
Segundo a documentação do processo, o Estado pagou 389,8 milhões de euros pelas 91.723.676 ações, correspondentes a 13,7% do capital da REN, a um preço de 4,25 euros por ação. O despacho de autorização da despesa fixava um máximo de 4,28 euros por ação, correspondente a uma despesa de até 392,58 milhões de euros.
O preço de 4,25 euros representa um prémio de cerca de 15% face ao preço médio ponderado pelo volume (VWAP) das ações da REN nos seis meses anteriores, segundo os documentos.
Com esta aquisição, o Estado português tornou-se o segundo maior acionista da REN, atrás da State Grid Corporation of China, que detém 25%.
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