Inflação, combustíveis e prestação da casa. O aumento do custo de vida em cinco gráficos
Na semana de regresso dos deputados ao Parlamento, um dos temas quentes é o aumento do custo de vida dos portugueses.
O debate de urgência , pedido pelo Partido Socialista (PS), acontece esta sexta-feira.
Os socialistas pretendem pressionar o Governo a implementar novas medidas para responder à subida dos preços dos combustíveis, dos alimentos e também dos encargos com a habitação.
Mas, afinal, o que é que está mais caro? Praticamente tudo.
A inflação aproxima-se de máximos de 2024, situando-se já acima dos 3%, numa altura em que disparam os preços dos combustíveis e do gás natural, enquanto a prestação da casa e o cabaz alimentar continuam a aumentar e a pressionar os orçamentos das famílias.
Desconto no ISP absorveu 99% do IVA extra dos combustíveis premium Ler Mais Desde finais de fevereiro – e do início da guerra no Irão – que se verifica esta tendência de agravamento dos custos.
No mês seguinte, o Governo implementou a principal medida para lidar com este novo cenário: um desconto no Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), que vigora desde então.
Desde março foram já devolvidos, segundo as contas do ECO, 214 milhões de euros, quase o equivalente aos 216 milhões que a subida dos combustíveis fez entrar a mais nos cofres do Estado na receita adicional de IVA.
Noutras áreas, como no aumento dos custos com os produtos alimentares, o Executivo de Luís Montenegro tem afastado a possibilidade do IVA zero no cabaz alimentar , que chegou a ser proposta pelo PS e, mais recentemente, pelo Chega.
Inflação ultrapassa os 3% Apesar de estar ainda ligeiramente abaixo dos máximos de maio de 2024, registados em abril, os preços continuam a subir em Portugal .
Em agosto, o último mês para o qual há dados conhecidos, a taxa de inflação acelerou para 3% , após dois meses de travagem.
O aumento “é quase na totalidade explicado pelo aumento do preço do gasóleo “, devido a um agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, referiu o Instituto Nacional de Estatística (INE), que divulga os dados.
Aliás, os preços dos produtos energéticos aceleraram substancialmente no mês passado para 12,2% em termos homólogos, face a 8,7% em julho.
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