“Conselho à parte” garante interesse estratégico da TAP após venda de 100% à Lufthansa
No dia em que o Conselho de Ministros aprovou a privatização de 49,9% da TAP à Lufthansa , e depois de o Governo ter assumido a intenção de vender os restantes 50,1% ao mesmo grupo alemão , o ministro da tutela avançou que está já prevista a criação de um conselho de supervisão português para garantir a manutenção do papel estratégico da companhia aérea para o país.
Oferta mais segura e mais elevada deu a TAP à Lufthansa Ler Mais Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, falava em entrevista à CNN Portugal esta quarta-feira à noite sobre como o Governo pretende garantir a continuidade desse papel quando o Estado português já não detiver qualquer ação da empresa.
De acordo com o governante, para a segunda fase, está prevista “a criação de um supervisory board português só para fazer a monitorização, precisamente, dessas questões estratégicas”.
“A Lufthansa delega nesse supervisory board a relação de todas essas questões estratégicas, mantendo — apesar de a TAP nessa altura, hipoteticamente, já ser 100% do grupo — essas competências estratégicas: rotas, ligações às ilhas e aos PALOP” , acrescentou.
Este “conselho à parte”, explicou Pinto Luz, “só define essas questões específicas”, explicou o ministro.
A Lufthansa delega nesse supervisory board a relação de todas essas questões estratégicas, mantendo — apesar de a TAP nessa altura, hipoteticamente, já ser 100% do grupo — essas competências estratégicas: rotas, ligações às ilhas e aos PALOP.
Miguel Pinto Luz Ministro das Infraestruturas e Habitação País pode ficar com 5% da Lufthansa O Governo aprovou esta quarta-feira a privatização de 49,9% da TAP à Lufthansa, que se tornará o parceiro industrial da companhia portuguesa.
O grupo levou a melhor sobre a Air France-KLM com uma oferta financeira de 1.201 milhões e a promessa de elevar para 130 o número de aviões da transportadora aérea nacional.
Se o Estado decidir vender a maioria do capital da TAP mais tarde, o plano prevê gestão autónoma e a defesa da sede, da marca e das rotas estratégicas, com 5% do capital da Lufthansa nas mãos do Estado , conforme noticiou o ECO esta quarta-feira .
Lufthansa quer chegar a 100% da TAP por mais 1.351 milhões Ler Mais Para seguir essa via, o Governo da AD precisará do apoio parlamentar do PS — que já se mostrou favorável apenas à privatização parcial — ou do Chega.
Desde já, a Lufthansa apresentou uma oferta para os restantes 50,1% , propondo pagar 863 milhões de euros pelas ações e oferecendo, em troca, uma participação de 5% no próprio grupo Lufthansa, avaliada em 488 milhões de euros.
Nesse cenário, Portugal tornar-se-ia o segundo maior acionista de referência, atrás da fundação Kühne, que controla 20%.
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