Nós ensinámo-los
Numa declaração aduaneira chinesa, em 2024, um motor de aviação foi descrito como unidade de refrigeração industrial.
Não era.
Era um L550E fabricado em Xiamen, com destino à fábrica de Izhevsk que monta o Garpiya , o drone que a Rússia lança contra cidades ucranianas a um ritmo de cerca de 500 por mês.
Aquela linha falsa regista um preço, e o preço não é o do motor.
A tese corrente diz que a China apoia a Rússia.
É verdade e é insuficiente.
Pequim dá o bastante para que a Rússia não perca, nunca o bastante para que ganhe, e nunca de forma tão ostensiva que se exponha.
Um limite mantém o Ocidente desgastado.
Outro mantém Moscovo dependente.
O terceiro protege o acesso chinês ao mercado europeu e ao sistema financeiro americano, que valem mais do que a Rússia inteira.
Comece-se pelo dinheiro.
A campanha ucraniana de drones pôs a refinação russa no valor mais baixo em 24 anos, com perto de um quarto da capacidade parada.
O efeito é perverso: sem poder refinar, Moscovo exporta crude em bruto, e o crude tem essencialmente dois compradores.
As importações chinesas de crude russo subiram 13% só em Junho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.