Antes que o corpo decida por si
Em poucos minutos, aquilo que anos de agenda nunca conseguiram parar, o corpo parou.
Nesse dia tinha seis reuniões marcadas.
Nenhuma se realizou.
E, no entanto, a empresa continuou de pé.
Era um amigo meu.
Um amigo que considero um irmão.
A notícia deixou-me profundamente abalado.
Mas deixou-me também uma pergunta que não consigo afastar: quantos de nós continuamos a viver como se o nosso corpo fosse imune ao ritmo que lhe exigimos? Há uma verdade que muitos líderes preferem ignorar: quase tudo continua a funcionar sem nós.
O que não continua é a nossa vida, se adiarmos indefinidamente o cuidado com ela.
Em todos os aviões, a instrução é a mesma: em caso de emergência, coloque primeiro a sua máscara de oxigénio antes de ajudar quem está ao seu lado.
Ninguém questiona esta regra a dez mil metros de altitude.
Estranhamente, é uma das primeiras que esquecemos quando regressamos a terra.
Cuidar de nós não é egoísmo.
É responsabilidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.