Morre longe de carrinha após despiste. Acidente ou crime? PJ investiga
U m homem com cerca de 50 anos, sem documentos, morreu na manhã de segunda-feira, dia 24 de agosto, após a carrinha que, alegadamente, conduzia, sofrer um despiste na Estrada Nacional (EN) 6, conhecida como avenida Marginal de Cascais, no distrito de Lisboa .
O acidente ocorreu junto à praia da Parede, pelas 7 horas da manhã, e está a levantar suspeitas. É que o corpo estava a largos metros do veículo, que não tinha nenhum vidro partido, apenas a porta do pendura aberta.
Num primeiro momento, achou-se que o carro tinha saído da estrada e caído na praia , mas tal acabou por não se verificar.
Tal como retificou, posteriormente, a agência Lusa, o condutor foi detetado nas rochas junto ao areal, mas a carrinha onde seguia não caiu, ficou imobilizado num parque de estacionamento.
O comandante dos Bombeiros da Parede, Pedro Araújo, explicou que o veículo ligeiro saiu da estrada, embateu na muralha e imobilizou-se junto a uns ecopontos no parque de estacionamento, junto à praia da Parede.
"O corpo do condutor, um homem com cerca de 50 anos, terá sido projetado e foi encontrado nas rochas na praia", adiantou, acrescentando que o corpo da vitima já foi levado para o Instituto de Medicina Legal de Cascais.
Segundo a SIC Notícias , o cadáver, que será agora autopsiado, já foi identificado. O que falta saber é como caiu nas rochas e as circunstâncias da morte.
Para esta estação televisiva, há duas hipóteses: o homem ter sido projetado do veículo pelo lado do pendura e acabado por cair nas rochas da praia ou este ter saído do carrinha pelo próprio pé e, posteriormente, ter-se desequilibrado e caído na zona rochosa.
Já o Correio da Manhã levanta a possibilidade de crime, uma vez que não há indícios que o condutor tenha sido projetado.
De acordo com o matutino, há testemunhas do acidente. As testemunhas que alertaram a PSP viram a carrinha a sair da faixa de rodagem, embater (e destruir parcialmente) num muro de pedra e chocar com os ecopontos.
Já o que se passou a seguir ninguém viu e a zona não terá videovigilância.
No local, além dos bombeiros da Parede e do Estoril, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Polícia Marítima e agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), esteve também uma equipa especializada da Divisão de Trânsito desta autoridade.
Após várias diligências, os elementos da PSP concluíram que, devido ao facto de a morte do homem não ter, aparentemente, resultado do acidente de viação, deveria ser chamada a Polícia Judiciária (PJ).
Portanto, a investigação do caso está agora sob alçada desta autoridade, pelo que o cenário de crime não está descartado.
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