Do último discurso de Guterres a Trump: O 1.º dia da Assembleia da ONU
A 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA) teve início esta terça-feira, dia 22 de setembro, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O primeiro dia ficou marcado pelo último discurso de António Guterres enquanto secretário-geral da ONU, mas também por vários temas da atualidade, entre os quais as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente. Eis, ponto por ponto, os principais destaques.
O debate geral, recorde-se, arrancou com a presença de 116 chefes de Estado e de Governo. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, também esteve presente.
Um dos momentos do primeiro dia da Assembleia da ONU foi a despedida de António Guterres dos Debates da Assembleia Geral, onde reafirmou o compromisso com a paz, a dignidade humana e o poder da lei .
O mandato de Guterres, sublinhe-se, termina no dia 31 de dezembro, depois de ter assumido a liderança em janeiro de 2017 e de ter sido reconduzido para um segundo mandato.
No seu discurso, o ainda secretário-geral da ONU refletiu sobre os eventos que levaram à criação do organismo, há cerca de 80 anos, que considerou ter sido um ato de desafio.
"O desafio das pessoas que se recusam a entregar o futuro ao medo. O desafio contra a noção autodestrutiva de que a força faz o direito. O desafio dos países que sabem que os nossos futuros estão interligados. O desafio da esperança", disse.
"Levarei este espírito de resolução e determinação durante cada um dos 100 dias que me restam no cargo", acrescentou, num discurso após o qual foi aplaudido de pé.
O presidente norte-americano, Donald Trump, foi um dos líderes políticos que discursou neste debate anual da UNGA, tendo-se focado no poder dos Estados Unidos e em tudo aquilo que o próprio diz ter feito para tornar o seu país no mais poderoso do mundo .
"A América está de volta e o nosso país está mais forte do que nunca", atirou, dizendo que isto é algo que afirma "com orgulho".
Trump salientou ainda que a economia norte-americana "é invejada", assim como "as forças armadas", que são "as mais poderosas do mundo". "Somos líderes praticamente em tudo", gabou-se.
"O nosso futuro é muito, muito brilhante", defendeu ainda, elencando tudo o que o país alcançou depois de assumir a liderança do mesmo, nomeadamente através da criação de mais postos de trabalho, maiores investimentos, menos burocracias empresariais.
Ainda durante o seu discurso, Donald Trump apontou só haver duas decisões nesta guerra que espoletou no dia 28 de fevereiro deste ano: "Aniquilar" o Irão ou chegar a um "acordo" .
"Acredito que chegaremos a um acordo logo após as eleições" legislativas intercalares previstas nos Estados Unidos em novembro, acrescentou o republicano.
"Mas tenho uma grande decisão a tomar: ou aniquilo a República Islâmica, e rapidamente, sem nunca lhe dar a possibilidade de voltar a matar e destruir pessoas e países? Envio-os para o inferno, sem qualquer hipótese de sobrevivência nem esperança de grandeza futura ou para as gerações vindouras?", questionou.
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