EUA dizem ter encontrado documentos ocultados sobre atentado em Cabul
"R ecentemente, a minha equipa recuperou alguns documentos confidenciais altamente relevantes, material que deveria ter sido divulgado, mas que foi escondido e colocado em caixas onde não pudesse ser encontrado", afirmou Sean Parnell, responsável pela equipa do Departamento de Defesa que investiga o ataque.
A revelação foi feita por ocasião do quinto aniversário do atentado suicida, que provocou mais de 180 mortos, incluindo 13 militares norte-americanos, durante as operações de retirada das forças internacionais do Afeganistão, após a tomada da capital afegã pelos talibãs.
Parnell afirmou que, depois de analisar a documentação, "fica claro porque é que alguém tentaria escondê-la", mas não revelou o conteúdo dos documentos nem identificou os alegados responsáveis pela sua ocultação.
"Estamos a seguir as provas para onde quer que elas nos levem, independentemente de quem seja afetado. Não aceitaremos respostas incompletas ou convenientes", acrescentou Parnell, numa mensagem divulgada nas redes sociais.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assinalou igualmente o aniversário do ataque, que classificou como um "ataque horrível", e manifestou solidariedade para com as famílias dos militares norte-americanos mortos.
"As nossas orações estarão sempre com eles e com os outros 45 militares que ficaram feridos neste terrível ataque terrorista", afirmou o chefe da diplomacia norte-americana.
Rubio voltou também a criticar a forma como o Governo do então Presidente democrata Joe Biden conduziu a retirada das forças norte-americanas do Afeganistão.
"A desastrosa retirada do Afeganistão pelo Governo Biden continua a ser uma mancha negra na história da nossa nação", declarou Rubio.
Segundo o secretário de Estado, o atual Governo mantém o compromisso de honrar os militares mortos no atentado e durante os 20 anos de presença dos Estados Unidos no Afeganistão, bem como de "fornecer ao povo americano as respostas que merece".
O atentado ocorreu em 26 de agosto de 2021 junto a um dos acessos ao aeroporto de Cabul, durante as operações de retirada das forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos e quando milhares de afegãos tentavam abandonar o país após a tomada da capital pelos talibãs, em 15 de agosto.
O ataque tornou-se um dos episódios mais mortíferos e controversos das últimas semanas da presença militar norte-americana no Afeganistão.
Segundo o Departamento de Estado, al-Muhajir lidera a filial afegã do EI desde junho de 2020, enquanto Obaidullah desempenha funções relacionadas com financiamento, planeamento operacional e liderança de grupos.
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